
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE), por meio da Área Técnica da Vigilância das Meningites, publicou nesta quinta-feira (23) o Boletim Epidemiológico nº 15/2026, detalhando a situação da doença no estado até a semana epidemiológica 28. Até o momento, foram notificados 36 casos suspeitos, dos quais 13 foram confirmados e um óbito foi registrado.
Dos 13 casos confirmados este ano, a maior parte concentra-se em Cruzeiro do Sul (6 casos), seguido por Rio Branco (2). Outras cidades como Feijó, Porto Acre, Porto Walter e Senador Guiomard registraram um caso cada. O único óbito do ano ocorreu em Xapuri, em um paciente na faixa etária de 65 a 79 anos.
Quanto à etiologia dos casos confirmados em 2026, o pneumococo é o principal agente (5 casos), seguido pela meningite meningocócica (3), meningite bacteriana (2), haemophilus (1), fúngica (1) e viral (1).
Histórico e letalidade
O boletim apresenta um comparativo desde 2022, revelando oscilações na gravidade da doença no estado. Em 2023, o Acre atingiu a maior taxa de letalidade do período, com 50% (7 óbitos em 14 casos confirmados). Em 2024 e 2025, as taxas foram de 40% e 30%, respectivamente. Atualmente, a letalidade em 2026 está em 7,7%, com dados atualizados em 23 de julho e sujeitos a alteração conforme o encerramento dos casos pelos municípios.
Perfil dos pacientes e diagnóstico
Em 2026, a doença atingiu diversas faixas etárias, desde menores de um ano até idosos. Historicamente, entre 2022 e 2026, o critério de confirmação mais utilizado foi o quimiocitológico (30,5%). A SESACRE ressalta a necessidade de aprimorar o apoio laboratorial para ampliar o uso de critérios “padrão ouro”, como cultura e PCR, visando identificar os agentes etiológicos de forma mais assertiva.
O que é a doença e como identificar
A meningite é uma inflamação das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. A transmissão ocorre pelo contato direto pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, com período de incubação médio de 3 a 4 dias.
Um caso suspeito é definido por sintomas como:
· Febre acompanhada de cefaléia intensa, vômitos, confusão mental ou convulsão.
· Sinais de irritação meníngea (como rigidez de nuca).
· Erupções cutâneas petequiais (manchas vermelhas).
· Em menores de dois anos: irritabilidade, choro persistente ou abaulamento de fontanela (“moleira alta”).
Prevenção
A forma mais eficaz de controle é a vacinação, disponível na rotina das unidades básicas de saúde através das vacinas BCG, Pentavalente, Meningocócica C, Meningocócica ACWY e Pneumocóccica 10 valente. Autoridades recomendam ainda manter ambientes arejados, evitar a automedicação e procurar atendimento médico imediato ao surgirem sintomas, já que a meningite é um agravo de notificação compulsória imediata.







