Rio Branco, 11 de julho de 2026.

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Após visita, governo anuncia acompanhamento e prioriza aluguel social para mãe que deu à luz na rua em Sena Madureira

Equipe da SEASDH presenciou condições insalubres onde vive a família – Foto cedida

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) realizou, nesta sexta-feria, 10, uma visita à residência da mulher que ganhou repercussão após dar à luz em via pública, no bairro Ana Vieira, em Sena Madureira. Durante a inspeção, a equipe técnica constatou condições consideradas extremamente precárias de moradia e informou que dará início aos encaminhamentos para garantir assistência à família.

O caso ganhou notoriedade no mês de junho, quando a mulher entrou em trabalho de parto pouco tempo depois de deixar o Hospital João Câncio Fernandes. Sem conseguir retornar à unidade de saúde, ela deu à luz na rua com a ajuda de moradores, antes da chegada do atendimento médico. O episódio gerou ampla repercussão e levantou questionamentos sobre o atendimento prestado à gestante.

Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, a pasta tomou conhecimento da situação por meio da repercussão do caso na imprensa e, a partir disso, determinou o envio de uma equipe técnica para realizar uma visita e iniciar o acompanhamento da família.

“Esse caso, enquanto secretário, tomei conhecimento pela imprensa, quando foi noticiado em vários meios de comunicação. A partir daí, me senti totalmente incomodado e determinei que a equipe fosse até o local para fazer o acompanhamento. A primeira intervenção já foi realizada e agora vamos acompanhar esse caso até a retirada dessa mãe daquele ambiente, porque ela não tem condições de viver em um local completamente insalubre e inadequado, tanto para ela quanto para a criança”, afirmou.

Prioridade no momento, conforme o governo, é garantir o aluguel social – Foto cedida

Durante a visita, os profissionais constataram que a residência não possui abastecimento regular de água e que a energia elétrica é fornecida por meio de uma ligação improvisada, além de outras condições que, segundo a equipe, comprometem a segurança e a saúde da família.

João Paulo destacou que a prioridade da secretaria é garantir que a mulher tenha acesso ao aluguel social e aos demais programas de assistência oferecidos pelo Estado.

“O próximo passo agora é incluí-la no aluguel social. Já demos o pontapé inicial nesse processo e também vamos inseri-la nos programas de assistência que possam contemplá-la, para garantir dignidade e acompanhamento a esse caso, que é bastante delicado”, ressaltou.

A SEASDH informou que continuará acompanhando a situação da família, prestando orientações sobre o acesso aos benefícios sociais e adotando as medidas necessárias para assegurar melhores condições de moradia e de proteção à mãe e às crianças.

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