
Em documento divulgado nesta semana, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura apresentou aos candidatos à Presidência da República uma agenda com oito propostas que colocam a Amazônia no centro das políticas públicas nacionais.
Embora o texto não faça referências específicas ao Acre, praticamente todos os eixos apresentados têm relação direta com desafios enfrentados pelo estado, que reúne uma das maiores áreas de floresta preservada do país, concentra importantes unidades de conservação e possui uma trajetória reconhecida em políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A Coalizão, que reúne representantes do agronegócio, setor financeiro, academia e organizações da sociedade civil, defende que o próximo governo transforme a conservação ambiental em estratégia econômica, consolidando políticas capazes de ampliar a competitividade brasileira sem ampliar a pressão sobre os biomas.
Entre as prioridades estão o fim do desmatamento ilegal, a implementação efetiva do Código Florestal, a regularização fundiária, a expansão do mercado de carbono, o pagamento por serviços ambientais, o fortalecimento da bioeconomia e o incentivo à produção agropecuária de baixa emissão de carbono.
Na avaliação da entidade, o país reúne condições únicas para liderar uma economia baseada na valorização da natureza, mas precisa transformar esse potencial em política de Estado, com segurança jurídica, integração de dados e maior coordenação entre União e governos estaduais.
Agenda converge com temas centrais do Acre
Diversas propostas apresentadas já fazem parte do debate público acreano. O combate ao desmatamento ilegal e às queimadas, por exemplo, aparece como a principal recomendação da Coalizão. O documento defende atuação integrada entre órgãos ambientais, forças de segurança e inteligência, além do enfrentamento ao crime organizado associado à grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e outras atividades ambientais ilícitas.
Nos últimos anos, o Acre vem alternando períodos de redução dos alertas de desmatamento com episódios de estiagens severas e grandes incêndios florestais, que pressionam tanto áreas protegidas quanto propriedades rurais.
Outro ponto que dialoga diretamente com a realidade acreana é a defesa da regularização fundiária e da implementação do Código Florestal, incluindo a validação dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) e dos Programas de Regularização Ambiental (PRA). Segundo a Coalizão, esses instrumentos são fundamentais para ampliar a segurança jurídica, facilitar o acesso ao crédito rural e atrair investimentos para o setor produtivo.
Para acessar o documento com as propostas completas, clique aqui.








