
A menina de 11 anos, que foi internada no início de julho com suspeita de ter ingerido soda cáustica, permanece sob cuidados médicos enquanto aguarda a realização de uma endoscopia marcada para o próximo dia 4 de agosto. O exame deverá avaliar a recuperação do sistema digestivo e auxiliar a equipe médica na definição da alta hospitalar.
As informações foram repassadas pela pastora Regiane Maciel, que acompanha o caso e tem mantido contato com a família da criança.
Segundo ela, apesar do longo período de internação, a criança apresentou evolução significativa no quadro clínico. A menina, que está internada desde o dia 3 de julho, já não depende da alimentação por sonda, embora o equipamento ainda permaneça instalado por precaução.
“Ela está com a sonda ainda, mas já está com mais de 15 dias que não se alimenta mais pela sonda. Come bem, mastiga bem, consegue engolir, dorme bem. Já está bem sapequinha”, relatou a pastora.
Regiane explicou que a permanência da criança no hospital ocorre principalmente para que o exame seja realizado antes da liberação médica.
“Eles precisam segurá-la lá porque a Maria, dia 4, tem uma endoscopia marcada. Ela precisa fazer essa endoscopia para saber como é que está por dentro dela”, afirmou.
Pai investigado continua foragido
Durante a atualização sobre o estado de saúde da criança, a pastora também comentou a situação do pai, que é investigado no caso. Segundo ela, houve a informação de que ele pretendia se apresentar às autoridades, mas isso ainda não aconteceu.
“O pai, a gente entrou em contato, disse que vai se entregar, mas até o momento não se entregou ainda”, declarou.
O homem segue sendo procurado pelas autoridades. O caso é investigado pela Polícia Civil, e o Ministério Público acompanha o andamento das apurações.
Previsão de alta
De acordo com Regiane Maciel, a expectativa é que a criança possa deixar o hospital após a realização da endoscopia, desde que o resultado do exame confirme a boa recuperação.
Ela afirmou ainda que, pelas informações recebidas, a permanência da menina na unidade hospitalar também estaria relacionada a medidas adotadas pelos órgãos responsáveis pela proteção da criança.
“A Maria, na verdade, era para ela estar em casa, mas a Segunda Vara, junto com o hospital, estão tentando segurá-las lá. É o que a gente sabe. A mãe dela chegou aqui agora para lavar uma roupa e voltar mais tarde. Maria tem previsão de alta a partir do dia 4”, disse.
O caso ganhou repercussão no Acre após a criança dar entrada na unidade de saúde com suspeita de ingestão de soda cáustica. Desde então, as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e apurar eventuais responsabilidades.








