Rio Branco, 6 de agosto de 2026.

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Acre continua entre estados com maior incidência de SRAG, mas acompanha tendência nacional de estabilização

Dados fazem parte do último Boletim InfoGripe – Foto cedida

O Acre permanece entre os estados brasileiros com maior incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas passou a acompanhar a tendência nacional de estabilização da doença. É o que aponta o mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 30 (26 de julho a 1º de agosto), divulgado nesta quinta-feira (6).

Segundo o levantamento, todas as 27 unidades da federação apresentam atualmente tendência de queda ou estabilização dos casos nas últimas seis semanas. Apesar desse avanço, 14 estados ainda registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Entre eles está o Acre, ao lado de Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Na avaliação da Fiocruz, a permanência desses estados em níveis elevados está relacionada principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela maior parte das internações por SRAG no país. Embora a tendência seja de queda, o número de casos ainda permanece acima do considerado seguro em diversas regiões brasileiras.

O novo boletim traz, entretanto, um sinal positivo para o Acre. Na edição anterior, o estado ainda figurava entre aqueles onde a Influenza A mantinha níveis elevados de casos graves, mesmo após o encerramento da sazonalidade em boa parte do país. Na atualização desta semana, o Acre deixa de ser citado nesse grupo, que agora se restringe a Minas Gerais e Roraima.

Outro indicativo de melhora aparece na capital acreana. Rio Branco deixou de integrar o grupo das capitais com crescimento sustentado da SRAG nas últimas seis semanas. Apesar de continuar entre as capitais com incidência elevada da doença, o município já não apresenta tendência estatística de aumento dos casos, acompanhando o movimento de desaceleração observado no restante do país.

Em âmbito nacional, o vírus sincicial respiratório continua sendo o principal agente associado às internações por SRAG. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, ele respondeu por 54,1% dos casos positivos para vírus respiratórios, seguido pelo rinovírus (26,1%), Influenza B (9,3%), Influenza A (7,3%) e Covid-19 (1,8%).

A Fiocruz destaca que, embora o pico da temporada de vírus respiratórios esteja em declínio, o monitoramento permanece essencial, sobretudo nos estados que continuam com incidência elevada. O cenário indica uma redução gradual da pressão sobre os serviços de saúde, mas reforça a necessidade de manter medidas de prevenção, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

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