Rio Branco, 20 de agosto de 2026.

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Acre exporta US$ 10,6 milhões em julho e acumula alta de 12,3% nas vendas externas em 2026

Porto de Chancay no Peru, país é o principal importador do Acre – Foto reprodução

As exportações do Acre somaram US$ 10,61 milhões em julho, um crescimento de 29,6% em relação a junho, quando o estado havia vendido US$ 8,19 milhões ao mercado internacional. Com o resultado, o acumulado de janeiro a julho chegou a US$ 72,95 milhões, valor 12,3% superior aos US$ 64,94 milhões registrados no mesmo período de 2025. 

Os dados constam do Boletim do Comércio Exterior de julho, elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e divulgado nesta quinta-feira (20).

O resultado confirma a trajetória positiva do comércio exterior acreano ao longo de 2026. O saldo da balança comercial também avançou: passou de US$ 63,09 milhões nos primeiros sete meses de 2025 para US$ 71,41 milhões neste ano, crescimento de 13,2%. As importações, por outro lado, recuaram 16,6% na comparação anual, de US$ 1,84 milhão para US$ 1,54 milhão.

Carne bovina volta ao topo

A composição das exportações mudou em julho em relação aos meses marcados pela safra de soja. A carne bovina voltou a ocupar a primeira posição, com US$ 5,30 milhões em vendas, o equivalente a 50% de tudo que o Acre exportou no mês.

A castanha apareceu em seguida, com US$ 2,89 milhões e participação de 27,3%, enquanto a carne suína respondeu por US$ 856 mil, ou 8,1% das exportações.

A mudança ocorre após a soja ter assumido forte protagonismo durante o período de colheita. O boletim destaca que os maiores superávits da série recente costumam ocorrer em abril e maio, justamente quando se intensificam a colheita e os embarques do grão.

No acumulado do ano, porém, a disputa entre os três principais produtos permanece equilibrada. A carne bovina lidera, com US$ 21,46 milhões, seguida pela soja, com US$ 18,47 milhões, e pela castanha, com US$ 18,15 milhões.

Turquia supera Peru em julho

Outra mudança importante ocorreu entre os destinos das exportações. A Turquia foi o principal comprador dos produtos acreanos em julho, com US$ 4,08 milhões, correspondentes a 38,5% das vendas externas do estado no mês. O avanço foi impulsionado principalmente pelas compras de carne bovina.

O Peru, que tradicionalmente ocupa a liderança, ficou em segundo lugar em julho, com US$ 3,05 milhões e participação de 28,8%. Os Emirados Árabes Unidos apareceram em terceiro, com US$ 458,5 mil. Somados, os três mercados responderam por 71,6% das exportações acreanas no mês.

No acumulado de janeiro a julho, entretanto, o Peru continua como principal destino, com US$ 22,37 milhões, seguido pela Turquia, com US$ 11,60 milhões, e pelos Emirados Árabes Unidos, com US$ 6,36 milhões.

Portos ainda concentram maior parte das vendas

Mesmo com a importância da fronteira de Assis Brasil para o comércio com os países andinos, a maior parte das exportações acreanas continua utilizando rotas marítimas.

Em julho, 69,9% das vendas externas saíram por via marítima, enquanto 30,1% utilizaram a via rodoviária. O Porto de Santos respondeu sozinho por 60,7% das exportações do mês, enquanto a Unidade da Receita Federal de Assis Brasil representou 28,8%.

No acumulado do ano, a via marítima representa 63,8% das exportações, contra 36,2% da rodoviária. Assis Brasil, contudo, mantém papel estratégico, respondendo por 30,5% das vendas externas do estado no período, principalmente com castanha e carne suína destinadas ao Peru.

Brasiléia lidera entre os municípios

Entre os municípios, Brasiléia permanece na liderança das exportações acreanas, com US$ 25,54 milhões acumulados até julho. Castanha e carne suína são os principais produtos comercializados pelo município.

Senador Guiomard aparece em segundo lugar, com US$ 13,51 milhões, principalmente em vendas de carne bovina, enquanto Rio Branco ocupa a terceira posição, com US$ 8,16 milhões.

Xapuri também aparece na relação, com US$ 215 mil exportados no acumulado do ano, integralmente associados à comercialização de madeira.

Os números de julho mantêm, assim, um cenário de expansão das vendas externas do Acre, sustentado principalmente pelo agronegócio e pelo extrativismo. Ao mesmo tempo, a forte diferença entre exportações e importações mantém o estado com um elevado superávit comercial. A própria Seplan aponta esses dois setores como os principais responsáveis pelo desempenho positivo registrado ao longo de 2026.

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