Rio Branco, 29 de agosto de 2026.

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Acre sai da faixa de alerta para SRAG após semanas de queda, aponta Fiocruz

Com redução dos casos, caem também as internações por SRAG no estado – Foto ilustrativa criada com ajuda de IA

O Acre deixou de figurar entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. A mudança aparece no boletim mais recente do InfoGripe, da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 33, com dados registrados até 22 de agosto, e confirma a melhora observada no estado ao longo das últimas semanas.

Na atualização anterior, o Acre ainda fazia parte do grupo de 11 estados com incidência elevada de SRAG. Agora, essa relação é formada por oito unidades da Federação sem tendência de crescimento — Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe — e por outras três que, além da incidência elevada, apresentam sinal de crescimento: Alagoas, Mato Grosso e Roraima.

O Acre, portanto, não aparece mais entre os estados com maior nível de atividade da doença nem entre aqueles com tendência de alta. A mudança ocorre depois de uma sequência de melhora. Nas semanas anteriores, o estado havia deixado de apresentar crescimento e, posteriormente, Rio Branco também saiu da faixa de maior incidência.

A capital acreana continua fora do grupo de cidades com maior atividade de SRAG. Nesta edição, quatro capitais apresentam simultaneamente incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento: Aracaju, Belém, Boa Vista e João Pessoa. Outras seis — Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis e Porto Alegre — mantêm incidência elevada, mas sem sinal de crescimento.

A evolução representa uma mudança importante em relação ao fim de julho, quando a capital ainda apresentava crescimento dos casos de SRAG. Desde então, o indicador passou primeiro por uma estabilização e depois deixou a faixa de maior atividade.

Principais vírus também perdem força

A melhora no Acre ocorre em um momento de desaceleração dos principais vírus respiratórios no país. O InfoGripe aponta queda dos casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em todo o Brasil. Embora ainda haja incidência elevada em alguns estados, o Acre não está entre eles.

A sazonalidade da Influenza A também já terminou no país, enquanto a Covid-19 apresenta baixa incidência de SRAG em todas as unidades da Federação.

Nas quatro semanas mais recentes analisadas pela Fiocruz, o VSR respondeu por 38,7% dos casos positivos de SRAG, praticamente empatado com o rinovírus, que representou 38,3%. Influenza B respondeu por 8,2%, Influenza A por 4,4% e SARS-CoV-2 por 1,6%.

Apesar da melhora, a Fiocruz ressalta que os dados das semanas mais recentes podem sofrer alterações à medida que novos registros são inseridos no sistema. O boletim também recomenda que a situação seja acompanhada em conjunto com outros indicadores de saúde, como a ocupação de leitos.

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