Rio Branco, 29 de agosto de 2026.

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Núcleo permanente do MPAC pretende fortalecer defesa dos direitos dos povos indígenas no Acre

Evento ocorreu durante “Vozes de Mulheres Indígenas por uma Vida Livre de Violência”, realizado na sede do MPAC – Foto Ascom MPAC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) criou uma estrutura permanente voltada à promoção e defesa dos direitos dos povos indígenas. O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas (NUPIN) foi instituído nesta sexta-feira (28), por meio do Ato nº 89/2026, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto.

A criação ocorreu durante o evento “Vozes de Mulheres Indígenas por uma Vida Livre de Violência”, realizado na sede do MPAC. A proposta é ampliar a especialização da instituição na atuação relacionada às questões indígenas e fortalecer o diálogo com as comunidades.

O NUPIN deverá promover, apoiar e articular ações relacionadas à temática indígena, além de prestar suporte técnico e interdisciplinar aos órgãos do Ministério Público. Entre os principais eixos estão a defesa de direitos, o diálogo intercultural, a participação social, a produção de conhecimento e a proteção dos patrimônios culturais e linguísticos e dos conhecimentos tradicionais.

Monitoramento e articulação

Entre as atribuições do núcleo estão a elaboração de estudos, diagnósticos e notas técnicas, o acompanhamento de políticas públicas e o apoio a inspeções, visitas técnicas e diligências.

A estrutura também deverá atuar na articulação com órgãos públicos, instituições de Justiça, universidades, organizações e lideranças indígenas. O enfrentamento ao racismo, à discriminação e a outras formas de violência contra os povos indígenas está entre as áreas previstas para atuação.

Segundo Oswaldo D’Albuquerque, a criação do NUPIN leva em consideração as características do Acre, que possui presença indígena em todos os municípios e uma ampla diversidade étnica, cultural e linguística.

“O NUPIN nasce para tornar nossa atuação mais especializada e próxima. Um espaço de diálogo e articulação para enfrentar a discriminação e as diferentes formas de violência que ainda atingem os povos indígenas e contribuir para que seus direitos encontrem, no Ministério Público, respostas cada vez mais efetivas”, afirmou.

A nova estrutura será composta por Coordenação-Geral, Coordenação Administrativa, Equipe Técnica Interdisciplinar e Observatório dos Povos Indígenas. O ato também prevê a participação de uma pessoa indígena na equipe técnica, em atividades de assessoramento ou por meio de mecanismos permanentes de diálogo institucional.

O ato de criação do NUPIN está disponível no site do MPAC.

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