Rio Branco, 10 de agosto de 2026.

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Ao celebrar sucesso da Expoacre, Mailza defende Acre menos dependente do governo e aposta em produção, iniciativa privada e integração com o Peru

Mais de 400 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições durante as nove noites de feira – Foto reprodução RD Imagens

A Expoacre 2026 foi um sucesso. Apesar de ainda não se ter o balanço financeiro do volume de negócios durante as nove noites da maior feira de negócios e entretenimento do estado, a proposta da governadora Mailza Assis em realizar um evento este ano com menos governo e mais participação da iniciativa privada parece ter se mostrado uma decisão acertada.

A presença do público é um dos indícios. Conforme informações da organização da Expoacre, cerca de 420 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições Wildy Viana ao longo das nove noites, o que representa uma média diária de mais de 45 mil pessoas.

Com uma agenda intensa na Expoacre 2026, encerrada neste domingo (9), Mailza esteve em duas oportunidades no estúdio de transmissão do Portal Acre, que cobriu as nove noites do evento. Em ambas as participações, a governante acreana abordou o sucesso da proposta adotada pelo governo para esta edição da feira, marcada pelo fortalecimento da iniciativa privada, do empreendedorismo e da inovação.

Na última entrevista, no sábado (8), Mailza Assis defendeu um modelo de desenvolvimento para o Acre com menor dependência do poder público como principal gerador de empregos e maior participação da iniciativa privada, do agronegócio e da indústria na economia.

Questionada pelo jornalista Leônidas Badaró sobre a possibilidade de uma eventual nova gestão ser marcada por “menos governo” e mais indução de políticas públicas para a iniciativa privada, Mailza reconheceu que o Estado atualmente concentra uma parcela importante da geração de empregos, mas afirmou que essa dependência precisa ser reduzida.

“Nós estamos com uma sobrecarga nas responsabilidades do governo, de ser o grande gerador de empregos, de ser o grande pai para todo mundo, e nós precisamos sair dessa condição”, afirmou.

Para a governadora, o caminho passa por criar condições para que a produção e o empreendedorismo ganhem espaço. Ela citou como exemplos o crescimento do café, as perspectivas para o cacau, a produção de soja e milho e a agricultura familiar.

“A nossa agricultura familiar é mais de 40 mil pessoas do nosso estado. Sobrevive da agricultura familiar”, disse.

Ao mesmo tempo, Mailza destacou a importância de fortalecer também os grandes produtores, que, segundo ela, têm capacidade de gerar empregos, renda e movimentar a economia. Para os pequenos produtores, defendeu a continuidade do apoio governamental como forma de ampliar a renda e a dignidade das famílias.

Menos burocracia e mais produção

Governadora celebrou sucesso da aposta de menos governo e mais iniciativa privada na Expoacre – Foto Lucas Dourado

Na avaliação da governadora, uma das funções do governo deve ser criar um ambiente mais favorável para quem produz e empreende. Ela citou a redução da burocracia como uma das medidas necessárias para facilitar a atuação de comerciantes, empresários e produtores.

“Precisamos também, o governo precisa tomar as medidas que diminuam a burocracia, que facilite a vida do comerciante, do empresário”, afirmou.

Mailza também defendeu investimentos em tecnologia para melhorar a produção e ampliar a capacidade de industrialização dos produtos acreanos.

A governadora afirmou ainda que o Acre precisa aproveitar melhor os recursos naturais e o potencial produtivo do território para gerar riqueza dentro do próprio estado.

“O Acre é próspero e nós precisamos colocar essa riqueza no bolso dos nossos acreanos”, declarou.

Acre como porta de entrada

Outro eixo destacado por Mailza foi a integração econômica com os países vizinhos. Ela defendeu o fortalecimento das relações comerciais com o Peru e a integração entre os três países da região como uma oportunidade de ampliar os mercados para a produção acreana.

Segundo ela, o objetivo é fazer com que o Acre deixe de ser visto como um estado distante e passe a ocupar uma posição estratégica nas relações comerciais com o mercado internacional.

“Para que o Acre seja não mais a porta dos fundos, não mais o último estado, um cantinho distante, mas uma grande porta”, afirmou.

Mailza disse que empresários e produtores já discutem essas possibilidades em fóruns e encontros voltados à integração regional. Para ela, a combinação entre produção, iniciativa privada, industrialização, tecnologia e abertura de mercados pode reduzir a dependência da economia acreana em relação ao poder público.

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