
O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom apresentou propostas para as áreas de infraestrutura e geração de emprego e renda durante sabatina promovida pelo Portal Acre nesta segunda-feira (24). Ao responder aos jornalistas Leônidas Badaró e Fredson Camargo, o candidato defendeu maior parceria do Estado com as prefeituras e apontou o setor produtivo como principal caminho para movimentar a economia acreana.
Na área de infraestrutura, questionado por Leônidas Badaró sobre como pretende atender principalmente os municípios mais distantes e isolados, Bocalom afirmou que pretende definir as prioridades em conjunto com prefeitos e a população. Segundo ele, o valor financeiro de uma obra não necessariamente determina sua importância, já que intervenções menores podem apresentar impacto social maior.
“Eu vou procurar fazer as obras que sejam obras que fiquem e que realmente beneficiem o máximo da população”, afirmou. O candidato também citou sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco, destacando que deixou mais de 70 obras em andamento e que foram adquiridas 85 máquinas durante sua gestão. Bocalom disse ainda que, caso eleito, pretende estabelecer critérios para evitar desperdícios de recursos públicos e trabalhar diretamente com as administrações municipais.
Ao abordar a BR-364, Bocalom reconheceu que a rodovia é de responsabilidade federal, mas disse que pretende buscar parceria com a União para testar a pavimentação em concreto em um trecho de 10 quilômetros da estrada em direção a Cruzeiro do Sul. O candidato também defendeu a abertura de acessos terrestres para municípios considerados isolados e colocou entre suas prioridades a ligação rodoviária entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru, como alternativa de integração com o Pacífico. Segundo ele, eventuais entraves ambientais deverão ser discutidos junto aos órgãos competentes em Brasília.
No tema geração de emprego e renda, questionado por Fredson Camargo sobre quantos postos de trabalho pretende criar no primeiro ano de governo, Bocalom evitou estabelecer uma meta numérica. “Eu não vou dizer que eu vou prometer 40 mil empregos. […] Não quero passar por mentiroso pra ninguém, mas nós vamos gerar muito emprego”, declarou.
O candidato apontou o agronegócio, a agricultura e a pecuária como setores capazes de ampliar a atividade econômica no Acre. Entre as propostas apresentadas estão o fortalecimento da assistência técnica e do apoio aos produtores, com a retomada da atuação da Emater e da Cageacre. Bocalom afirmou que pretende oferecer melhores condições aos mais de 30 mil agricultores familiares do estado, citando demandas relacionadas a ramais, calcário, mecanização e assistência técnica.
Segundo Bocalom, o primeiro ano de uma eventual gestão deverá ser marcado principalmente pela organização e pelo planejamento das ações, embora algumas medidas já devam começar nesse período. O candidato afirmou que a execução dos projetos dependerá também da situação financeira encontrada no Estado e defendeu que despesas sejam realizadas somente quando houver recursos disponíveis para pagamento.
Ao concluir, Bocalom argumentou que a geração direta de empregos cabe principalmente à iniciativa privada e que o papel do poder público é criar condições para estimular investimentos e aumentar a circulação de renda. Para ele, o fortalecimento da produção rural pode refletir também no comércio e em outros setores das cidades, ampliando oportunidades de trabalho em diferentes áreas da economia acreana.








