Rio Branco, 31 de agosto de 2026.

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Interior do Acre concentra os maiores picos de poluição do ar na reta final de agosto

Calor extremo e focos de calor começam a prejudicar qualidade do ar no Acre – Foto ilustrativa gerada por IA

Os maiores picos de poluição do ar previstos para o Acre na reta final de agosto estão concentrados no interior do estado, segundo dados do Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde Ambiental (Sisam), do Ministério da Saúde. Feijó, Tarauacá, Santa Rosa do Purus e municípios do Vale do Juruá aparecem entre os locais com os índices mais elevados de material particulado fino (PM2,5).

No dia 30 de agosto, último registro disponível no boletim, a média prevista para os 22 municípios acreanos foi de 14,29 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Feijó apresentou o maior índice, com 33,25 µg/m³, seguido por Tarauacá, com 26,86, Cruzeiro do Sul, com 21,64, e Rodrigues Alves, com 21,23 µg/m³.

Também ficaram acima de 15 µg/m³ Santa Rosa do Purus (17,97), Mâncio Lima (16,96) e Manoel Urbano (15,93).

Os maiores picos do período ocorreram poucos dias antes. Em 28 de agosto, a previsão do Sisam chegou a 54,06 µg/m³ em Santa Rosa do Purus e a 46,39 µg/m³ em Feijó. Já no dia 25, Tarauacá atingiu 31,88 µg/m³, Rodrigues Alves chegou a 30,08 e Cruzeiro do Sul, a 29,50 µg/m³.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 15 µg/m³ como valor-guia para a concentração média de PM2,5 em 24 horas. O parâmetro é utilizado como referência para avaliar a exposição da população à poluição atmosférica.

Rio Branco abaixo da média estadual

Na capital, a previsão para 30 de agosto era de 8,29 µg/m³, abaixo da média estadual. Xapuri também apresentou índice inferior, de 10,98 µg/m³.

Ao longo da segunda metade do mês, a média estadual apresentou oscilações. O maior valor foi registrado em 25 de agosto, com 18,13 µg/m³, enquanto nos dias 26 e 27 os índices recuaram para 8,08 e 8,51 µg/m³, respectivamente. No dia 28, a média voltou a subir para 14,93 µg/m³.

Os dados do Sisam representam previsões de concentração de PM2,5, e não medições realizadas em tempo real. O material particulado fino está associado à fumaça e pode afetar principalmente pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

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