Rio Branco, 27 de agosto de 2026.

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Thor Dantas defende valorização dos servidores e diz que Acre precisa recuperar capacidade de planejamento

Encontro reuniu líderes da Frente Sindical e gestores de políticas públicas – Foto cedida

O candidato ao Governo do Acre, Thor Dantas (PSB), reuniu-se com representantes de servidores estaduais, entidades sindicais e gestores de políticas públicas para discutir valorização profissional, planejamento e melhoria dos serviços prestados à população. No encontro, Thor afirmou que recuperar a capacidade técnica e de gestão do Estado será uma das prioridades de seu governo.

Um dos principais pontos discutidos foi o papel dos gestores de políticas públicas e técnicos em gestão pública. Criadas no Acre com o objetivo de profissionalizar a administração estadual, as carreiras reúnem servidores especializados em planejamento, formulação, execução e acompanhamento de políticas públicas.

Para Thor, a desvalorização desses profissionais nos últimos oito anos reflete um problema maior da atual administração: a perda da cultura de planejamento e o subaproveitamento da capacidade técnica existente dentro do próprio Estado.

“Um dos graves problemas do Acre hoje é a falta de planejamento e de governança. Nós temos profissionais qualificados, que conhecem a administração pública e foram preparados justamente para planejar, acompanhar e avaliar políticas públicas, mas essa capacidade está sendo subaproveitada. Um governo que não valoriza o planejamento também desperdiça o conhecimento e a competência das pessoas que poderiam ajudar o Estado a funcionar melhor”, afirmou.

“Quem conhece o problema precisa participar da solução”

A discussão foi ampliada para as demais carreiras do serviço público. Na avaliação de Thor, enfrentar os principais problemas do Acre exige não apenas planejamento, mas a participação direta dos profissionais que executam as políticas e conhecem os gargalos de cada área.

“Não existe solução para os problemas da saúde, da educação, da segurança, da infraestrutura ou do desenvolvimento econômico sem envolver quem trabalha nessas áreas todos os dias. São esses profissionais que conhecem onde o sistema falha, onde estão os gargalos e o que precisa mudar. Um governo eficiente precisa ter capacidade técnica para planejar e inteligência para ouvir quem faz”, destacou.

Na educação, Thor defendeu que qualquer projeto de recuperação da qualidade do ensino precisa passar pela valorização dos professores e demais trabalhadores da área. Na saúde, apontou a necessidade de envolver médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais e outras categorias na reorganização dos serviços.

O mesmo princípio, segundo o candidato, deve ser aplicado à segurança pública, com participação e valorização dos profissionais das polícias Civil, Militar e Penal.

“Não podemos querer uma saúde melhor sem valorizar quem cuida das pessoas. Não podemos recuperar a educação sem professor valorizado. E não vamos enfrentar os problemas da segurança sem ouvir e reconhecer os profissionais que estão diariamente na linha de frente. O servidor não pode ser lembrado apenas quando o serviço público entra em crise. Ele precisa participar da construção das soluções”, disse.

Thor também criticou a relação mantida pelo governo com diferentes categorias do funcionalismo nos últimos oito anos e afirmou que questões relacionadas a carreiras, remuneração e planos de cargos precisam ser enfrentadas com diálogo, planejamento e responsabilidade.

“Temos categorias esperando há anos por respostas, profissionais desvalorizados e compromissos que foram sendo adiados. Isso gera frustração, mas também prejudica o próprio serviço que chega à população. Valorizar servidor não é simplesmente discutir salário. É ter carreira, qualificação, condições de trabalho, reconhecimento e perspectiva profissional. Tudo isso precisa ser tratado com seriedade”, afirmou.

Planejamento para fazer o Estado funcionar

Para Thor, a valorização das carreiras e a recuperação da capacidade de planejamento fazem parte de uma mesma proposta: profissionalizar a administração e fazer com que o Estado volte a entregar resultados à população.

“Governar não é improvisar. É identificar o problema, entender suas causas, planejar a solução, estabelecer metas e prazos, executar e acompanhar os resultados. E nada disso se faz sem pessoas qualificadas. Nosso governo vai trabalhar com quem conhece a máquina pública, valorizar quem presta o serviço e recuperar a capacidade de gestão do Estado. É assim que vamos fazer o Acre voltar a funcionar”, concluiu.

Participaram da reunião representantes da Frente Sindical, entre eles Gerliano Nunes e Estéfano Vieira, do SINTEGESP; Samuel Macedo, do SINODONTO; José Paulo, do SINTAG; Marcelo Luan e Ligiane, do SINDAF-AC; professor Reginaldo, do SINTEAC; e José Acelino, do SINDECAF. Também estiveram presentes os gestores de políticas públicas Marta Azevedo, Carol di Deus, Gildson Góes e Raquel Meireles.

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