
O 9º Festival da Farinha, que ocorreu de 26 a 29 de agosto, movimentou R$ 13,6 milhões, consolidando o evento como um dos principais momentos de geração de negócios e movimentação da economia de Cruzeiro do Sul. O resultado foi anunciado pelo prefeito Zequinha Lima durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 3.
O levantamento reúne a movimentação financeira registrada pelos diferentes segmentos do empreendedorismo e da agricultura, que comercializaram produtos e serviços durante o Festival. Entre eles estão restaurantes, bebidas, trailers, doces, sorvetes, carne na chapa, espetinhos, artesanato, plantas, vendedores ambulantes, tendas, espaço do café, parque de diversão, venda de brinquedos, quiosques fixos e derivados da mandioca e demais produtos da agricultura familiar.
Para a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, o resultado demonstra a dimensão econômica que o Festival da Farinha alcançou, ao reunir empreendedores de diferentes áreas e criar um ambiente de grande circulação de consumidores. O movimento gerado durante os dias de evento beneficia diretamente os comerciantes e também movimenta uma cadeia formada por fornecedores, trabalhadores e prestadores de serviços.
Durante a coletiva, Zequinha Lima destacou o resultado como reflexo da dimensão que o Festival alcançou e da oportunidade criada para quem trabalha e empreende no município.
“O Festival da Farinha é uma realização da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, em parceria com o Sebrae e com a Associação Comercial. No ano passado, tivemos um faturamento de mais R$ 2 milhões e saltamos este ano para cerca de R$ 13,6 milhões, um aumento de mais de 400%. Isso significa que estamos no caminho certo, com os negócios fluindo, crescendo e aumentando. O Festival da Farinha é uma grande vitrine para as empresas mostrarem seus produtos e serviços. Toda essa movimentação gera recursos para a cidade, porque o dinheiro circula no comércio local” , destacou o prefeito.
O diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos, destacou a parceria com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e avaliou que o crescimento na movimentação financeira consolida o Festival da Farinha também como uma grande feira de negócios.
“O Festival da Farinha já é um patrimônio cultural de Cruzeiro do Sul e de toda a região. O Sebrae, junto com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, vem unindo esforços e investindo para que o festival se torne cada vez mais não apenas uma atração cultural, mas também uma grande feira de negócios. Os resultados mostram isso”, falou .
Empreendedores comemoram resultados

O impacto do Festival pode ser observado também nos resultados individuais alcançados por empreendedores que participaram da programação.
Cleiciane Pinheiro Gomes, conhecida como Ana, proprietária do Espetinho da Ana, registrou faturamento de R$ 27.038,01 nos quatro dias de evento. O resultado superou os cerca de R$ 24 mil alcançados por ela no ano passado.
O espetinho foi o principal produto comercializado, mas o cardápio também contou com caldo, galinha picante, água, refrigerantes e sucos naturais. Para atender à demanda, a empreendedora levou média de 700 espetinhos por noite e chegou a preparar 930 unidades na noite de encerramento. Para a empreendedora, o Festival representa muito mais do que uma oportunidade de venda: é um espaço que permite aos pequenos negócios trabalharem, conquistarem clientes e alimentarem novos projetos.
“Agora com esse dinheiro vou abrir meu ponto fixo lá na Cohab. É muito importante esse trabalho que a Prefeitura faz. A gente precisa trabalhar e vê nesses eventos uma oportunidade de colocar o alimento na nossa mesa, de sonhar ainda mais alto e de construir um lugar próprio para trabalhar”, afirmou Ana.
Outro destaque foi Melissa Sampaio, que levou ao Festival o Morango Cravejado, novidade que teve grande procura entre os visitantes, além de outros doces e teve uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil. Os morangos foram comercializados por valores entre R$ 15 e R$ 27, além de valores diversos dos outros produtos.
Considerando as vendas realizadas no estande e os negócios gerados a partir da participação no Festival, como encomendas de bolos, festas e eventos e novos contatos comerciais, Melissa estima uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil.Segundo a empreendedora, o resultado não se limita às vendas realizadas durante os quatro dias. A exposição proporcionada pelo Festival também permitiu ampliar a divulgação da marca, conquistar clientes e gerar oportunidades que podem continuar depois do encerramento do evento.
“Um evento desse porte não representa apenas o faturamento daqueles dias. Ele dá visibilidade às nossas marcas, aproxima o empreendedor do público, abre portas e gera negócios que continuam acontecendo mesmo depois que o Festival termina. Para nós, empreendedores, uma boa organização faz toda a diferença. O Festival criou um ambiente favorável para apresentarmos nossos produtos, fortalecermos nossas marcas, alcançarmos novos clientes e gerarmos novas oportunidades”, afirmou.
O empresário Anderson Araújo, proprietário da 3D Home, participou pelo segundo ano consecutivo do Festival e também registrou crescimento nas vendas. No ano passado, a empresa alcançou uma média de R$ 2 mil em vendas durante o evento. Nesta edição, a estimativa chegou a aproximadamente R$ 4.500.
A empresa trabalha com fabricação de peças em impressão 3D e levou para o Festival artigos decorativos, bonecos de desenhos animados e super-heróis, mascotes de times, brinquedos sensoriais e souvenirs de Cruzeiro do Sul produzidos exclusivamente pela marca.
Além das vendas, Anderson destacou a conquista de novos contatos, encomendas e oportunidades futuras. Para ele, o retorno de clientes que conheceram a empresa na edição anterior demonstra a importância da continuidade de iniciativas que aproximam os empreendedores do público.
“A visibilidade que tivemos durante o Festival foi muito grande e trouxe resultados muito positivos para a nossa empresa. Além das vendas, conseguimos novos contatos, encomendas e oportunidades de negócios”, afirmou.
O empresário também ressaltou a importância do espaço proporcionado pela Prefeitura para quem busca apresentar e expandir seus negócios.“Para nós, foi uma experiência muito gratificante. Tudo ocorreu da melhor forma possível e só temos motivos para agradecer à organização do Festival, aos visitantes e a todos que prestigiaram o nosso trabalho”, destacou Anderson.
Agricultura
A agricultora Maria Marlucia, da comunidade Belo Jardim, do Pentecoste, foi uma das produtoras que comemoraram os resultados do Festival da Farinha. Durante os dias do evento, ela movimentou cerca de R$ 30 mil com a venda de produtos derivados da mandioca e avaliou a participação como muito positiva.
“Eu sou da comunidade Belo Jardim, na estrada do Pentecoste, e sou produtora rural. O resultado do festival foi muito bom. A gente não esperava vender essa quantidade e eu sou muito grata por mim e por todos os produtores que fizeram uma boa venda. Eu vendi aproximadamente R$ 30 mil. A demanda foi tão grande que eu não consegui produzir o suficiente para atender todos os pedidos. Os produtos acabavam todas as noites”, enfatizou a agricultora .
Mais de 400% de aumento no faturamento
No faturamento geral, o evento saltou de R$ 2.702.221,80 em 2025 para aR$ 13.685.856,74 em 2026 o que representa um aumento expressivo de mais de 406,5%.
Dentro desse montante total, o segmento de empreendedorismo foi o grande protagonista, alcançando um valor total consolidado de R$ 13.338.071,24. Já o setor da agricultura registrou um faturamento consolidado de R$ 163.785,50, distribuído da seguinte forma:
Casa de Farinha e derivados R$ 88.900,00,
produtos regionais e farinha R$ 61.157,00 e
associações e cooperativas R$ 13.728,50.







