
Com resultados bastante distintos entre os indicadores que avaliam as contas públicas, o Acre aparece na edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados em 2º lugar no país em Resultado Primário, mas ocupa a 27ª e última posição em Dependência Fiscal. No conjunto do pilar de Solidez Fiscal, o Acre está em 21º lugar entre as 27 unidades da federação.
O levantamento é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com pesquisa técnica da Tendências Consultoria, e reúne nove indicadores no pilar fiscal: taxa de investimentos, Regra de Ouro, solvência fiscal, sucesso do planejamento orçamentário, dependência fiscal, resultado primário, gasto com pessoal, índice de liquidez e poupança corrente.
O Resultado Primário, no qual o Acre alcança a segunda melhor posição nacional, considera o resultado das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida. Já a Dependência Fiscal mede outra dimensão das finanças estaduais, relacionada à capacidade de geração de receitas próprias em relação à dependência de recursos de outras fontes.
O contraste, portanto, mostra que os indicadores fiscais captam situações diferentes das contas públicas. Um bom resultado primário não significa, isoladamente, baixa dependência de recursos externos.
Acre melhora duas posições no pilar fiscal
Apesar da última colocação em Dependência Fiscal, o Acre avançou duas posições no pilar de Solidez Fiscal, passando da 23ª colocação, em 2025, para a 21ª em 2026. A pontuação atual foi de 24,58 pontos.
O resultado coloca o Estado na quinta posição entre os sete estados da Região Norte, atrás de Pará, Amazonas, Roraima e Rondônia. Amapá e Tocantins aparecem abaixo do Acre no recorte regional.
A Solidez Fiscal representa 10,5% da pontuação final do Ranking de Competitividade dos Estados. O indicador procura reunir diferentes dimensões das contas públicas, incluindo capacidade de investimento, controle de despesas, liquidez e sustentabilidade financeira.
Assim, mais do que a posição geral, o recorte fiscal revela uma fotografia desigual das finanças do Acre, com desempenho muito elevado no resultado primário convivendo com a última colocação nacional em dependência fiscal.







