
A 4ª edição do Concurso de Qualidade do Café do Acre (QualiCafé) está realizando mais uma etapa técnica da disputa que vai escolher o melhor café do estado. Os cafés inscritos estão sendo submetidos à avaliação sensorial para analisar as características como corpo, aroma, acidez, equilíbrio e sabor.
A avaliação iniciou na última terça-feira, 15 e segue até esta quinta, 17. A etapa está sendo realizada por três profissionais certificados como Q Graders: Tassio da Silva de Souza, do Espírito Santo; Marcelo Santos Lopes e Milena do Nascimento Schuster, ambos de Rondônia. Um Q-Grader é um profissional especializado e certificado internacionalmente para avaliar a qualidade do café por meio de análises sensoriais e físicas.
Tassio Souza destacou que esta etapa é fundamental para medir e ranquear os melhores cafés: “A gente busca isenção de defeitos aromáticos dos cafés, potencial de doçura, equilíbrio de bebida, tudo aquilo que enriquece a bebida café. Então, é um momento crucial para a gente poder mensurar e, de fato, ter o ranqueamento dos melhores cafés aqui do Acre”, disse.
O profissional afirmou ainda que está surpreso com a qualidade dos cafés acreanos e como representam bem a cafeicultura brasileira: “A gente está realmente surpreso com o tamanho da qualidade dos cafés aqui, com toda essa inserção que os produtores vêm fazendo por meio de técnicas e cuidados no campo, vêm de fato representando aqui, entregando xícaras inigualáveis, únicas, que realmente representam muito bem a cafeicultura do Brasil”, destacou.

Em sua terceira participação enquanto degustador de café no concurso, Marcelo Lopes, enfatizou que o Acre tem se desenvolvido e surpreendido os avaliadores.
“Acredito que o Acre tem crescido bastante, principalmente na cadeia produtiva do café e os cafés que a gente tem provado aqui têm nos surpreendido, cafés muito bons, com bebidas extraordinárias. A gente tem certeza que vai despontar também em outros concursos a nível nacional”, afirmou.
Já a Q-Grader Milena Schuster agradeceu o convite e destacou que os cafés acreanos apresentam perfis bastante valorizados e apreciados.
“Para mim está sendo um privilégio, até agradeço o convite, estar vindo aqui presencialmente em loco para poder apreciar essas raridades aqui da Amazônia, do Acre e está sendo um motivo de felicidade muito grande porque são perfis sensoriais bem distintos, exóticos. Então, perfis que a gente valoriza bastante e aprecia também, porque é um trabalho muito bonito que está sendo desenvolvido pelos produtores, pelos técnicos. A gente tem que parabenizar mesmo, está sendo um privilégio”, ressaltou.
Segundo a coordenadora da Cadeia Produtiva do Café na Seagri, Michelma Lima, o QualiCafé está em uma das etapas mais importantes, em que o resultado do trabalho do produtor está sendo avaliado pelos profissionais: “Estamos em uma das etapas mais importantes do Qualy Café que é a etapa sensorial, que é o resultado daquele trabalho do produtor na propriedade chegando aqui na xícara e sendo avaliada tecnicamente por profissionais habilitados”, disse.


















