
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizou, nesta quarta-feira, 16, o encontro: “Instituições em rede: painéis colaborativos para a governança do Acre”. O evento aconteceu no plenário do TCE e reuniu três dos quatro principais candidatos aos Palácio Rio Branco. Dos candidatos ao governo estadual, estiveram presentes no encontro Thor Dantas (PSB), Tião Bocalom (PSDB) e Alan Rick (Republicanos).
O encontro é uma iniciativa interinstitucional que teve o objetivo de apresentar às candidaturas, dados relativos às questões fiscais, administrativas, sociais, econômicas, ambientais e territoriais do estado. Com isso, o evento teve a finalidade de auxiliar no entendimento de como está a realidade do Acre atualmente, assim como contribuir para elaboração de políticas públicas para a sociedade acreana.
O encontro contou com a participação do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Controladoria-Geral da União (CGU), Universidade Federal do Acre (Ufac), Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Ministério Público de Contas (MPC), Polícia Federal e UNICEF.
A presidente do TCE, Dulce Benício, destacou que o evento é uma oportunidade para refletir os desafios a serem enfrentados a partir de 2027: “É uma forma de nós chamarmos os candidatos a uma reflexão sobre os desafios para o governo do futuro que nós teremos que enfrentar a partir de 2027. São painéis que trazem informações substanciais sobre as condições em que o Estado do Acre se encontra e o que é que nós temos de desafios para o futuro”, disse.
Dulce também ressaltou o compromisso do TCE em atuar em parceria e promover uma reflexão para os candidatos que pretendem governar o Acre.
“O Tribunal de Contas, enquanto órgão de controle, ele não pode se ausentar do compromisso de trabalhar em parceria e trazer essa reflexão àqueles que almejam governar o nosso Estado para conhecer a realidade, para bem elaborar as suas políticas públicas com fenômenos que virão, que precisam estar contemplados dentro da formulação das políticas públicas, porque o Acre, para além de ser uma ilha geográfica com desafios de acesso, também está dentro das mudanças climáticas como um dos estados muito afetados”, destacou.
Quando questionado sobre como será a relação de seu governo com o TCE, caso seja eleito, o candidato ao governo pelo Republicanos, Alan Rick, ressaltou que pretende manter uma relação de parceria.
“Será uma relação extremamente republicana, de parceria. O Tribunal de Contas pode ajudar muito o Estado. Por exemplo, um evento como esse, que apresenta dados efetivos sobre renda per capita, mortalidade infantil, qualidade de vida, acesso a serviços públicos. Enfim, são fundamentais para qualquer gestor público para a sua tomada de decisão. O Tribunal de Contas é extremamente importante. Pode ter certeza que no nosso governo será parceiro fundamental para que a gente possa atender a nossa população, reduzir os gastos desnecessários que hoje afetam o atual governo, a corrupção que impera no atual governo. Gastando bem o dinheiro público e trazendo dinheiro novo, a gente vai poder melhorar as condições de vida da nossa população”, enfatizou.
Já Thor Dantas, ressaltou que o evento apresenta um grau elevado de importância para a democracia: “A gente tem esse evento como um evento da mais alta importância para a democracia e para o processo eleitoral. Eu tenho dito que eu quero que o meu governo, que o nosso governo, o meu e de Socorro, seja fiscalizado”, afirmou.
Thor também abordou como a divulgação dos dados pode beneficiar a população.
“Falar de fiscalização e de órgãos de controle é muito importante. Esse evento no Tribunal de Contas é essencial, porque acredito que quanto mais a gente publicizar o que está sendo feito, quanto mais dados a gente tiver sobre a qualidade da gestão, mais ganha a população acreana com a qualidade que a gente está fazendo na política”, enfatizou.
O candidato Tião Bocalom, enfatizou que pretende considerar e incluir as orientações recebidas pelo TCE em sua gestão: “Todas as orientações que eu receber aqui do Tribunal de Contas serão levadas em consideração e vamos colocar dentro da nossa gestão, porque a gente precisa retirar o Acre desse atoleiro que, infelizmente, nós estamos hoje”, afirmou.
Bocalom ainda ressaltou que é necessário trabalhar com honestidade, seriedade e transparência.
“O que a gente tem que fazer é o seguinte, trabalhar de forma honesta, séria e transparente. E o tribunal sempre nos orientou a fazer isso. Talvez por isso que as minhas gestões, tanto de Acreândia como de Rio Branco, nós tenhamos tido sucesso em todas elas, graças a Deus, sem denúncias de corrupção, de desvio de dinheiro público, porque o dinheiro público é sagrado, é o suor de cada cidadão”, destacou.











