Rio Branco, 16 de setembro de 2026.

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Acre tem queda de empregos formais no mês de julho

Fecomércio-AC analisa dados do Novo Caged e aponta queda no saldo de empregos formais no Acre – Foto cedida

Ao final do mês de julho, o saldo de empregos formais indica a geração de 58.568 novos postos de trabalho, com destaque para as atividades de serviços, com um saldo positivo de 24.098 novos postos, fortemente impulsionado pelos serviços de transporte, armazenamento e correio (15.222 postos), acompanhado das atividades profissionais, científicas e técnicas (5.789 postos), sendo a atividade econômica que mais gerou postos ao longo do mês de julho.

Atividades relacionadas à indústria da construção, na sequência das atividades de serviços, gerou 12.691 postos; a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, por sua vez, geraram 12.523 postos formais, seguida pela indústria geral, com 11.315 postos.

Em todo o país, as atividades do comércio, após muito tempo acompanhando o crescimento do setor de serviços, apontou um saldo negativo de -2.056 postos, demitindo, ao longo do mês, mais do que contratando.

No Acre, os dados indicam que o crescimento dos postos formais de trabalho vem diminuindo ao longo dos últimos meses, apresentando um saldo positivo de apenas 280 novos postos, sendo que o volume dos postos formais variou inversamente em diversas atividades, o que resultou nesse saldo.

Em todo o Acre, as atividades de Serviços abriram 344 novos postos formais de trabalho, seguido pela indústria geral, com concentração na indústria de transformação (54 postos), comércio (41 postos) e, por fim, a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, com saldo positivo de 21 postos formais.

Em todo o Estado, foram admitidos 5.394 trabalhadores e demitidos outros 5.114 deles.

Dentre todos os municípios acreanos, 13 apresentaram saldos positivos, com destaque para Bujari que, em julho, admitiu 357 trabalhadores e desligou outros 123, liderando com saldo positivo de 234 novos postos. Sena Madureira vem na sequência, com saldo positivo de 72 novos postos formais; Feijó, com 22 postos; Cruzeiro do Sul, com 20 postos; Xapuri, 19 postos; Acrelândia, 15; Porto Acre, 10; Mâncio Lima e Senador Guiomard, com 7 novos postos cada um; Porto Walter, com 6 postos; Capixaba e Rodrigues Alves, com 2 postos formais cada.

Mesmo com resultados positivos na maioria dos municípios, em sete deles os resultados não foram satisfatórios no mês de julho, demitindo mais do que contratando.

Esse rol é liderado por Rio Branco, historicamente liderando a geração de novos postos. Em julho, admitiu 3.658 trabalhadores, contudo, desligou 3.754 deles, sendo o município que lidera o maior saldo negativo (-96 postos). Brasiléia também demitiu mais do que contratou (-26); Tarauacá (-12); Epitaciolândia (-10); Assis Brasil (-3); Santa Rosa do Purus (-2) e Marechal Thaumaturgo (-2).

A movimentação no volume de emprego formal ao longo do ano tem apresentado oscilações, com redução do saldo de novas vagas em julho. O resultado ocorre em um contexto econômico que indica retração da atividade, com efeitos da elevada carga tributária que restringe contratações, recursos para investimentos em estoque e amplia dificuldade na obtenção de crédito, como se observa a seguir.

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