Rio Branco, 9 de setembro de 2026.

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Doula no SUS: candidata Iwlly propõe inclusão de doulas e Casas de Parto no Acre

Candidata assinou uma Carta de Compromisso com a Federação Nacional de Doulas – Foto assessoria

Após a regulamentação federal da profissão de doula, em abril deste ano, a candidata a deputada estadual Iwlly Cristina Cavalcante defende que o serviço também seja incorporado às políticas públicas de saúde do Acre.

Para formalizar a proposta, Iwlly assinou uma Carta de Compromisso com a Federação Nacional de Doulas, assumindo a responsabilidade de levar a pauta à Assembleia Legislativa do Acre caso seja eleita. Entre as medidas defendidas estão a criação de uma legislação estadual para regulamentar a atuação das doulas na rede pública e a formação de profissionais para atender diferentes regiões do estado.

A discussão ganhou força após a aprovação da Lei Federal nº 15.381, em abril de 2026, que regulamentou o exercício da profissão em todo o país. A legislação reconhece a atuação das doulas no acompanhamento da gestação, parto e pós-parto, com suporte físico, emocional e informacional, mas não determina que o SUS contrate essas profissionais.

É justamente nesse espaço que Iwlly pretende atuar caso seja eleita. Entre as propostas estão a formação de doulas periféricas e a ampliação do atendimento para mulheres que vivem em áreas rurais, ribeirinhas e comunidades indígenas, onde o acesso aos serviços de saúde é mais limitado.

“A saúde da mulher não pode ser pensada apenas para quem está na capital. O Acre tem realidades muito diferentes e precisamos construir políticas que também cheguem às mulheres que estão mais distantes dos serviços”, afirma.

A candidata também propõe a criação de Casas de Parto Humanizado, com valorização das parteiras amazônicas e dos saberes tradicionais, além de formação continuada de profissionais de saúde em humanização, equidade racial e prevenção da violência obstétrica.

As propostas integram um conjunto de medidas voltadas à saúde materna, que inclui ainda o fortalecimento do Comitê de Mortalidade Materna.

Segundo Iwlly, a experiência pessoal com a maternidade também influenciou sua decisão de defender a pauta. Mãe de Alice, ela afirma que o próprio parto reforçou a importância de garantir informação, acolhimento e segurança às mulheres durante a gestação e o nascimento.

“Nascer com dignidade também é uma questão de política pública”, afirma.

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