Rio Branco, 1 de novembro de 2026.

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Acre fecha outubro com 25% mais focos de calor que no mesmo mês de 2025

Acre fecha outubro com 702 focos de calor; pico em um único dia concentrou 37% dos registros do mês – Foto arquivo

O Acre encerrou outubro de 2026 com um número de focos de calor superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Foram 702 detecções no território estadual, contra 558 em outubro de 2025, o que representa um aumento de 25,8%, conforme levantamento do Banco de Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Apesar da diferença expressiva no resultado mensal, o cenário muda quando a comparação considera o período de janeiro a outubro. Nos dez primeiros meses deste ano, foram contabilizados 2.163 focos de calor no estado, apenas 13 a mais que os aproximadamente 2.150 registrados no mesmo intervalo de 2025. A variação é de 0,6%, indicando estabilidade no acumulado anual.

A distribuição diária mostra que o mês teve um episódio de concentração excepcional de detecções. Somente em 6 de outubro foram identificados 260 focos de calor, o maior número diário registrado no Acre em 2026. O volume corresponde a aproximadamente 37% de todas as ocorrências contabilizadas durante o mês.

Outros dias também apresentaram números elevados, como 11 de outubro, com 98 registros, e 14 de outubro, com 70. Mesmo com a redução em relação ao pico, o resultado consolidado do mês permaneceu acima do observado em outubro de 2025.

Na distribuição por municípios, Tarauacá liderou em outubro, com 90 focos, seguido por Feijó, com 82. Sena Madureira registrou 72, Cruzeiro do Sul teve 70 e Rodrigues Alves contabilizou 63.

No acumulado de janeiro a outubro, Feijó aparece na primeira posição, com 428 registros, seguido por Tarauacá, com 334. Juntos, os dois municípios concentram 762 detecções, pouco mais de 35% do total estadual.

Os dados do INPE correspondem a detecções de fogo ativo feitas por satélite e não representam necessariamente a quantidade de incêndios individuais ou a extensão das áreas queimadas. Um mesmo incêndio pode gerar mais de uma detecção, enquanto focos menores podem não ser identificados pelo sistema.

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