Rio Branco, 3 de novembro de 2026.

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Tadeu Hassem apresenta moção de pesar na Aleac por Elyne e defende melhorias no funcionamento do botão do pânico

Deputado lamentou o assassinato da médica em Brasiléia – Foto Sérgio Vale/Agência Aleac

O deputado estadual Tadeu Hassem anunciou protocolar uma moção de pesar pelo assassinato da médica Elyne, ocorrido em Brasiléia. Em nota pública, o parlamentar manifestou solidariedade à família, repudiou a violência e defendeu a apuração das informações de que a vítima teria acionado o botão do pânico antes do crime, sem receber socorro a tempo.

Para Tadeu, o caso exige uma reflexão sobre a efetividade dos mecanismos de proteção às mulheres. O deputado destacou que o botão do pânico é uma iniciativa importante, mas precisa estar acompanhado de protocolos e estruturas que garantam atendimento rápido em situações de emergência.

“A proteção não pode existir apenas no papel, na tela de um celular ou num cartaz fixado numa unidade de saúde. Ela precisa funcionar de fato quando uma vida está em perigo”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que os órgãos competentes esclareçam as circunstâncias do acionamento do dispositivo, identifiquem eventuais falhas e promovam os aperfeiçoamentos necessários, com a participação dos poderes públicos.

Natural de Brasiléia, Tadeu afirmou que a cidade e toda a região de fronteira estão de luto e cobram justiça. O deputado colocou seu mandato à disposição da família e reforçou o compromisso com a segurança das mulheres e a valorização dos profissionais de saúde.

Confira a nota na íntegra:

NOTA DE PESAR, REPÚDIO E MANIFESTAÇÃO PÚBLICA

Brasiléia e toda a nossa região de fronteira estão de luto e pedem justiça por Elyne. O assassinato brutal de uma jovem médica, uma profissional dedicada, cheia de vida e com tantos sonhos pela frente, nos deixa profundamente consternados. É uma perda irreparável para sua família, seus amigos, seus pacientes e toda a nossa comunidade.

Como deputado estadual, cidadão de Brasiléia e alguém que tem dedicado seu mandato à defesa da saúde e à valorização dos profissionais que cuidam da nossa gente, manifesto minha solidariedade à família e minha indignação diante de tamanha violência.

Irei protocolar moção de pesar. Mas, antes mesmo de apontarmos as possíveis falhas do poder público, e ater nossas ações restritas a isso, precisamos reconhecer em que nível falhamos como sociedade quando uma mulher perde a vida de forma tão cruel. Não podemos aceitar que a violência continue interrompendo histórias, destruindo famílias dessa forma e tirando de nossas mulheres o direito de viver em segurança.

As informações divulgadas de que a vítima teria acionado o botão do pânico antes de ser assassinada, sem que o socorro chegasse a tempo, são graves, precisam ser rigorosamente apuradas e, no mínimo, provocar reflexões sobre nosso sistema. É necessário esclarecer o que aconteceu, como funcionou o sistema de alerta e se houve falhas na resposta dos órgãos responsáveis pela proteção da vítima.

O botão do pânico é uma iniciativa importante, assim como outras medidas de proteção às mulheres. Precisamos fortalecer essas ferramentas, e não desacreditá-las. Mas é fundamental compreender que nenhuma tecnologia, por melhor que seja, pode cumprir sua finalidade se não estiver acompanhada de uma estrutura capaz de oferecer uma resposta rápida e efetiva.

A proteção não pode existir apenas no papel, na tela de um celular ou num cartaz fixado numa unidade de saúde. Ela precisa funcionar de fato quando uma vida está em perigo.

Por isso, defendemos que o Estado e os órgãos competentes avaliem os protocolos de atendimento, identifiquem possíveis falhas e promovam os aperfeiçoamentos necessários. Com a união de todos os poderes, inclusive do qual faço parte. A sociedade precisa confiar nos instrumentos de proteção, e essa confiança depende de resultados concretos.

Neste momento de tanta dor, nosso mandato permanece à disposição da família e da comunidade, assim como seguirá trabalhando pela valorização da saúde, pela segurança pública e pela proteção das mulheres acreanas.

Que Deus conforte os familiares e amigos. Que a Justiça seja feita e que essa tragédia nos leve a agir para impedir que outras famílias enfrentem a mesma dor.

Tadeu Hassem
Deputado Estadual

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