Rio Branco, 3 de novembro de 2026.

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Vacinação contra influenza na Região Norte se estende de novembro a julho e prioriza crianças, gestantes e idosos

Ministério da Saúde mantém calendário adaptado ao inverno amazônico; secretário convoca públicos prioritários no Acre – Foto Odair Leal/Secom

Na Região Norte, a vacinação contra a influenza segue, desde 2024, um calendário diferente do resto do país. Enquanto nos demais estados a imunização se dá de abril a outubro, no Norte o período vai de novembro a julho. Determinada pelo Ministério da Saúde, a mudança considera o período de maior circulação do vírus na Amazônia, associado ao inverno amazônico, que se estende do fim do ano até o início do ano seguinte.

Em 2026, a vacinação é direcionada a grupos prioritários, como o de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Povos indígenas, puérperas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente e outros grupos específicos também podem receber a dose.

“Organizar a vacinação conforme a realidade de cada região permite planejar melhor a proteção da população. No Acre, é fundamental que os públicos prioritários procurem a imunização no período indicado, especialmente crianças, gestantes e idosos, que precisam de atenção especial”, afirma o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

Dados mostram necessidade de ampliar a cobertura

O boletim da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) com dados do ciclo 2025-2026 aponta que a cobertura vacinal geral no estado foi de 44,36%, abaixo da meta de 90%. Entre os grupos prioritários, o índice foi de 80,05% entre gestantes, 53,45% entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos e 31,83% entre idosos. Esse último grupo registrou a menor cobertura.

Os dados também revelam diferenças entre os municípios. Assis Brasil foi o único a atingir a meta de 90% na vacinação de crianças. Entre as gestantes, sete municípios alcançaram o parâmetro. Já entre os idosos, nenhum município chegou à meta. Em Rio Branco, a cobertura foi de 51,23% entre crianças, 74,32% entre gestantes e 36,15% entre idosos.

“Os números mostram que precisamos avançar, principalmente na proteção de crianças e idosos. É importante que as famílias verifiquem a situação vacinal e procurem uma unidade de saúde. A vacina ajuda a reduzir o risco de complicações e internações causadas pela influenza”, orienta a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI/AC), Renata Quiles.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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