Rio Branco, 2 de novembro de 2026.

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Vendedor de flores e velas mantém há 17 anos tradição familiar no Dia de Finados

Venda de flores e velas em cemitérios de Rio Branco une tradição familiar e empreendedorismo há 17 anos – Foto Lucas Dourado

O Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2, é marcado por homenagens e lembranças de entes queridos, mas também representa uma oportunidade de renda para comerciantes que trabalham nas proximidades dos cemitérios de Rio Branco. Entre eles está Ítalo Pierre, de 28 anos, que há 17 anos mantém uma tradição familiar de comercializar flores e velas durante a data.

Em entrevista à reportagem do Portal Acre, o comerciante contou que começou a trabalhar ainda criança, acompanhando os pais, e que a atividade passou a fazer parte da história de sua família. Atualmente, outros familiares também trabalham com a venda de produtos em diferentes cemitérios da capital acreana.

“Esse aqui é somente o meu 17º ano. Comecei criança, com os meus pais, minha família inteira. Todos nós trabalhamos assim”, relatou.

Ítalo relembrou que, quando era criança, enfrentava dificuldades para comercializar os produtos nas proximidades do cemitério. Segundo ele, havia fiscalização para impedir o trabalho infantil, situação que acabou se tornando uma das lembranças mais marcantes daquela época.

“Quando a gente era pequeno, vendia vela aqui por perto, e diziam que criança não podia trabalhar. Quando eles entravam, a gente ia até o final da rua e quando eles saiam a gente voltava”, contou, em tom descontraído.

Apesar de manter a tradição no Dia de Finados, Ítalo também exerce outras atividades profissionais ao longo do ano. Ele contou que trabalha na área de vendas e também é professor de Educação Física da rede estadual de ensino.

Para garantir os produtos comercializados durante a data, o investimento é significativo. Neste ano, segundo o comerciante, foram destinados aproximadamente R$ 5 mil a R$ 6 mil para a compra de flores, velas e outros itens.

A expectativa é que o retorno financeiro seja quase que duplicado. Entretanto, Ítalo reconhece que nem sempre as vendas correspondem ao esperado.

“Tem movimento que a gente não tira nem o investido. Mas a gente chega aqui sempre com energia positiva, com vontade de dar certo, vontade de fazer acontecer”, afirmou.

Por volta das 9h, o comerciante avaliou que as vendas estavam dentro de um ritmo considerado razoável.

“Até o momento não está bom, mas também não está ruim. Se manter esse ritmo, dá para trabalhar”, explicou.

Entre os produtos oferecidos estão velas grandes, vendidas por R$ 10, e pequenas, por R$ 7. Os arranjos e jarros de flores variam entre R$ 10 e R$ 70, enquanto flores avulsas podem ser adquiridas por R$ 4 a unidade.

Além da possibilidade de complementar a renda, a atividade representa para Ítalo uma tradição que atravessa gerações.

“Aqui tenho tia, irmão, primos e meus pais e avó de mais de 60 anos estão em outro cemitério.”, explica.

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