Rio Branco, 2 de novembro de 2026.

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Acolhimento e solidariedade marcam visitas ao cemitério no Dia de Finados

“Demonstrar compaixão e empatia”: Projeto da Igreja CB Vida transforma visita ao cemitério em gesto de carinho – Foto Lucas Dourado

Com o objetivo de oferecer conforto, apoio emocional e gestos de solidariedade, a igreja CB Vida desenvolve, há alguns anos, um trabalho de acolhimento às pessoas que visitam cemitérios durante o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira, 2.

A iniciativa busca proporcionar um momento de cuidado e atenção às famílias que comparecem ao local para prestar homenagens e recordar seus entes queridos. Durante a ação, voluntários oferecem água, guarda-sóis, palavras de conforto e, principalmente, a oportunidade de conversar e compartilhar lembranças.

Em entrevista, o pastor Marquinhos explicou que o trabalho é inspirado nos ensinamentos de Jesus Cristo e tem como principal propósito demonstrar compaixão, empatia e respeito às pessoas, independentemente de suas crenças religiosas.

“A única intenção com a qual a gente vem pra cá é, primeiro, repetir o que Jesus mais fez durante a sua caminhada na Terra, que foi ter compaixão das pessoas, foi ter empatia, se colocar no lugar das pessoas, e servir as pessoas”, destacou.

Segundo o religioso, a presença da igreja no cemitério não tem como finalidade impor uma crença, mas oferecer apoio a quem enfrenta um momento de saudade e sofrimento pela perda de familiares e amigos.

O pastor ressaltou que uma das experiências mais significativas da iniciativa é a oportunidade de ouvir histórias de pessoas que perderam alguém especial. Para ele, muitas vezes, uma conversa ou simplesmente a disposição para escutar pode tornar a visita menos dolorosa.

“A gente tem muitas experiências de ouvir as pessoas falando acerca dos seus entes queridos, contando histórias, e a gente acaba, de alguma maneira, tornando esse momento menos doloroso para eles”, relatou.

A iniciativa também foi elogiada por dona Francisca Ximenes, que esteve no cemitério para homenagear familiares falecidos. Ela destacou a importância do acolhimento oferecido pelo pastor em um momento marcado pela saudade.

“Fiquei muito feliz pelo pastor vir me cumprimentar, né? Que eu acho que isso aí é gratidão. A gente já tá no cemitério, a gente já fica triste, né, pensativo no ente querido da gente. Então, receber um carinho de alguém é muito importante”, afirmou.

Marquinhos também comentou sobre a presença de igrejas evangélicas nos cemitérios durante o Dia de Finados, prática que, segundo a entrevistadora, era menos comum no passado. Ele explicou que a CBVida mantém, desde sua fundação, o compromisso de servir à comunidade, inclusive em espaços e ocasiões que tradicionalmente não fazem parte das atividades religiosas evangélicas.

“Desde que a CB Vida nasceu, ela já nasceu com esse DNA. De entender que nós estamos não para sermos servidos pela cidade, mas para servir a cidade”, afirmou.

O líder religioso também reconheceu o trabalho desenvolvido por outras igrejas que participam de iniciativas semelhantes, destacando que a união de esforços beneficia diretamente a população.

“Independentemente da fé, independente da crença, eu acho que o amor e a solidariedade é algo que sempre vai unir cada ser humano”, concluiu o pastor.

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