Rio Branco, 2 de maio de 2026.

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Filha de servidora de Bujari exonerada acusa Padeiro de perseguição e traição política

Angelina foi exonerada na última quarta-feira pelo prefeito Padeiro – Foto: redes sociais

O prefeito do Bujari, João Edvaldo Teles, mais conhecido como Padeiro, exonerou nesta última quarta-feira, 7, em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), a servidora Angelina Firmino de Abreu, que assumia o cargo de assessora especial de gestão do município. Em entrevista ao Portal Acre, a filha de Angelina, Júlia Batalha, afirma que a mãe é vítima de perseguição e traição política.

“Toda essa situação é bem complexa e começa já na primeira gestão do atual prefeito, lá em 2021, quando ele conseguiu voltar à prefeitura depois de anos com a ajuda da minha família, que fez de tudo durante a eleição”, disse Batalha.

Júlia explica que a dedicação e desempenho de Angelina no cargo gerou desconfortos e ciúmes. “Minha mãe foi lotada com o cargo de assessora especial e também foi dado a ela a coordenadora do CRAs, um órgão de assistência social, antes comandado pela primeira dama Rocilda, e depois de alguns meses, o trabalho dela começou a ser visto e elogiado não só pela população, mas também por outras autoridades, o que gerou ciúmes na primeira dama”, acrescentou.

Ainda segundo a jovem, Rocilda Gomes alegava que Angelina estava “tomando frente de coisas que não cabiam a ela”.

“Tudo isso só porque o trabalho da minha mãe estava sendo reconhecido, começou essa implicância, até o direito de coordenar os funcionários, algo que ela possuía já que estava no cargo, já não podia mais. Minha mãe sempre teve que aguentar tudo isso”.

Em uma carta divulgada nas redes sociais, Júlia Batalha definiu a situação como um dos maiores exemplos de traição que já vivenciou.

“Sem dúvida alguma, este é para mim o maior exemplo de traição que já vi e vivenciei, e talvez um dos maiores da história política do município de Bujari. Acredito que, diferentemente de quem deveria reconhecer, grande parte da população já viu ou ouviu falar de tudo o que meu pai e minha família fizeram para que pessoas que hoje estão “no poder” chegassem onde chegaram”, pontuou.

A jovem compartilha que a exoneração era esperada pela série de desgastes entre a família e a atual gestão. “Nós já imaginávamos desde um último acontecimento, durante a eleição para Juiz de Paz, que minha prima se candidatou e, enquanto família, apoiamos. Ela é filha da ex-vereadora Eliane Rosita. O prefeito não gosta dela, já gritou contenda política várias vezes. Chegamos a pedir o apoio dele, mas escolheu outro lado, talvez para mostrar poder, e até ameaçava funcionários dizendo que, caso votassem na minha prima, seriam exonerados. Acho que ele ficou com raiva que minha família mostrou força nesta eleição, a diferença de votos foi de 30 pontos, isso é muito pouco no meio político, deve ter pesado”.

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito Padeiro. O espaço está disponível, caso haja interesse em um posicionamento.

Veja, abaixo, a carta publicada por Júlia nas redes sociais:

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