
Pelo menos uma pessoa desapareceu por dia no Acre em 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No total, 413 desaparecimentos foram registrados no estado, uma taxa de 46,70 por 100 mil habitantes, o que supera a média nacional, de 39,71.
O mês que mais registrou desaparecimentos foi outubro, com 45 casos. No recorte de faixa etária, a maior parte das vítimas tinha mais de 18 anos, com o total de 258 registros. Crianças e adolescentes de 0 a 17 anos também possuem um número considerável: 145 casos registrados. Segundo o gráfico, a maior parte das vítimas eram homens (238 registros), o número de mulheres registradas foi de 156.
Caso do idoso desaparecido
Um dos casos mais recentes em 2026 é o do idoso de 87 anos que desapareceu no dia 18 de janeiro, visto pela última vez nas proximidades da Estrada do Mutum. Pedro Vilchez teria saído de casa para comprar refrigerante, mas não retornou. A situação mobilizou buscas de familiares e autoridades. Apesar dos esforços das forças de segurança, o idoso ainda não foi encontrado.
O que fazer quando alguém desaparece?
A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, instituída pela Lei n° 13.812 de 2019, estabelece distinções nas áreas de atuação nesses casos e organiza uma cartilha de passo a passo e orientações.
Passo 1 – Registre o boletim de ocorrência: O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta que o boletim seja feito assim que perceber o desaparecimento. Não é necessário aguardar 24 horas.
Passo 2 – Forneça todas as informações detalhadas.
Passo 3 – A cartilha diz que o importante é seguir todas as orientações das autoridades.
Passo 4 – Não divulgar contatos pessoais, apenas os das autoridades. A intenção é evitar trotes e golpes.
Mais informações podem ser encontradas por meio do site: https://www.gov.br/mj/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/desaparecidos









