Rio Branco, 29 de abril de 2026.

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Juiz da 2ª Vara Criminal determina retorno de jogadores do Vasco para a prisão pela acusação de estupro de duas mulheres

Jogadores do Vasco, acusados pelo crime de estupro, chegaram a ser homenageados pelo time em partida da Copa do Brasil

O caso dos jogadores do Vasco da Gama do Acre, acusados de terem estuprado duas jovens na madrugada do último dia 14 de fevereiro deste ano teve mais uma reviravolta.

Nesta sexta-feira, 13, o juiz da 2ª Vara Criminal de Rio Branco, Ricardo Wagner de Medeiros Freire, manteve a prisão de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira e Brian Peixoto Henrique Iliziario, que já estavam detidos e reconsiderou a decisão que havia concedido liberdade provisória a três outros acusados: Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.

De acordo com a denúncia, na madrugada de 14 de fevereiro, uma das supostas vítimas, que a reportagem vai preservar o nome para evitar constrangimentos, detalhou que o encontro inicial com Erick Serpa era consensual, mas tornou-se violento quando ela desistiu do ato, resultando em penetração forçada por ele e, sucessivamente, por outros homens.

A outra denunciante, relatou que adormeceu em um quarto e acordou sendo submetida a atos de penetração por dois homens, identificando um deles como “Brian”.

O Ministério Público do Estado do Acre, representado pela promotora Joana D’Arc Dias Martins, havia se manifestado pela manutenção da prisão preventiva do denunciado Erick Luiz; conversão da prisão temporária em prisão preventiva do denunciado Brian Peixoto e a reconsideração da decisão que concedeu liberdade provisória e consequente decretação da prisão preventiva dos denunciados Alex Pires, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes

Em sua decisão, o juiz Ricardo Freire entendeu que “A prisão também se mostra necessária para assegurar a regularidade da instrução criminal, considerando que as vítimas e eventuais testemunhas podem sofrer pressões ou intimidações, sobretudo em razão do vínculo de convivência existente entre os investigados e demais residentes do local onde ocorreram os fatos. Além disso, a análise dos autos revela que medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes e inadequadas, diante da gravidade concreta das condutas e da forma coletiva e intimidatória como os fatos ocorreram. Diante do aprofundamento das investigações e da análise mais detida do contexto fático, verifica-se que a gravidade concreta dos fatos, a dinâmica coletiva da violência e o risco à ordem pública e à instrução criminal recomendam a reconsideração da decisão anteriormente proferida”, diz trecho da decisão.

Com a decisão, Ricardo Freire determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva de Alex Pires Bastos, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.

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