Rio Branco, 26 de abril de 2026.

Banners-Acre_TARIFA-SOCIAL_1200x250

Lei limita participação de influenciadores digitais em eleição; criadores de conteúdo não podem ser contratados para fazer propaganda de candidatos

Lei brasileira impede que influenciadores digitais sejam contratados para fazer campanha – Foto Freepik

Com a chegada das Eleições 2026 e o avanço das redes sociais junto ao crescimento dos influenciadores digitais, a participação desses criadores de conteúdo no período eleitoral tem chamado atenção. Apesar do alcance e da influência que exercem, a legislação brasileira impõe limites claros sobre esse tipo de atuação.

De acordo com as regras eleitorais, influenciadores não podem ser contratados nem receber pagamento para fazer propaganda de candidatos. A chamada “publipost” com pedido de voto é proibida.

Por outro lado, a manifestação é permitida quando ocorre de forma espontânea, como cidadão. O influenciador pode declarar apoio ou crítica a candidatos, desde que não haja vínculo com campanhas, partidos ou coligações.

Além disso, mesmo nesses casos, o conteúdo não pode ser impulsionado ou monetizado. Pela legislação, apenas candidatos, partidos e coligações podem pagar para ampliar o alcance de conteúdos eleitorais, e isso deve ser feito a partir de perfis oficiais.

Desafio para fiscalização

Apesar das regras, especialistas apontam dificuldades na fiscalização desse tipo de conteúdo, principalmente por conta da chamada “zona cinzenta” entre opinião pessoal e propaganda disfarçada.

Na prática, campanhas tentam atrair influenciadores de forma indireta, sem contratos formais, o que dificulta a comprovação de irregularidades.

Além disso, páginas de grande alcance, como perfis de memes ou entretenimento, também entram no radar. Isso porque, quando operam como empresas, passam a ser consideradas pessoas jurídicas, que são proibidas de participar de campanhas eleitorais.

Possíveis punições

Quando a Justiça Eleitoral identifica propaganda irregular, candidatos e partidos podem sofrer penalidades como multas, retirada de conteúdo e até cassação, em casos mais graves.

Já os influenciadores podem ser responsabilizados pela veiculação do material e também responder criminalmente, caso haja divulgação de informações falsas.

Redes sociais no centro das campanhas

O ambiente digital tem ganhado protagonismo nas eleições nos últimos anos, com estratégias cada vez mais direcionadas ao público.

Especialistas tem apontando que, além dos grandes influenciadores, perfis menores , os chamados “microinfluenciadores”, têm ganhado relevância por mobilizar comunidades específicas e gerar maior engajamento.

Para a justiça eleitoral, cresce o desafio de equilibrar liberdade de expressão, regras eleitorais e o combate à desinformação.

No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que tem investido em campanhas educativas e parcerias com plataformas digitais para orientar eleitores e fortalecer a fiscalização no ambiente online.

Com informações do G1 nacional.

Compartilhe em suas redes

» Mais Lidas

1
Médicos do estado decidem deflagrar greve na sexta-feira
2
Bombeiros iniciam busca por pai e filho que desapareceram após sa...
3
Vai parar
Greve dos médicos no Acre começa nesta sexta; Saiba o que funcion...
4
Representantes da classe política prestigiam inauguração e destac...
5
Legado, Oportunidade
Morre empresário que acreditava no esporte como transformação na ...
Grupo Oficial no WhatsApp

» Notícias Relacionadas

Sem fronteiras 4