
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa de desocupação no país atingiu 6,1% nos primeiros três meses do ano, o que refletiu o aumento do desemprego em 15 estados em relação ao último trimestre, entre eles o Acre, que registrou a segundo maior alta, com 1,8 pontos percentuais, atrás apenas do Ceará (2,3 p. p).
A taxa de desocupação diz respeito ao percentual de pessoas da força de trabalho em um determinado período que estão sem emprego, mas procurando ativamente por um. Conforme divulgado pelo analista da pesquisa, William Kratochwill, a desocupação aumenta historicamente no primeiro trimestre do ano em razão da dispensa de trabalhadores temporários.
“É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, ressalta William, em entrevista à Agência de Notícias do IBGE.
Além do Acre e do Ceará, os maiores aumentos foram registrados no Tocantins (1,6 p.p.), Mato Grosso do Sul (1,4 p.p.), Paraíba (1,3 p.p.), Maranhão (1,3 p.p.) São Paulo (1,3 p.p.) Alagoas (1,2 p.p.), Bahia (1,2 p.p.), Pará (1,2 p.p.), Goiás (1,2 p.p.), Minas Gerais (1,2 p.p.), Rondônia (1,1 p.p.), Espírito Santo (0,8 p.p.) e Santa Catarina (0,5 p.p.). As demais ficaram estáveis.
Apesar do dado, no cenário nacional, essa é a menor taxa histórica registrada para o primeiro trimestre desde 2012. No Acre, o percentual ficou em 8,2%, se igualando ao mesmo período do ano passado, apesar do aumento em relação ao último trimestre de 2025.
Com informações da Agência de Notícias do IBGE







