Rio Branco, 15 de maio de 2026.

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Instituto São José retoma aulas na próxima semana de forma escalonada

Retorno às aulas será feito de forma escalonada, com novos protocolos de segurança – Foto Daigleíne Cavalcante

A direção do Instituto São José anunciou que o retorno às aulas, após a tragédia ocorrida no último dia 5 de maio, quando um adolescente, aluno da instituição, armado com uma pistola matou duas servidoras, acontece a partir da próxima segunda-feira, dia 18 de forma escalonada.

Conforme o comunicado encaminhado aos pais e responsáveis (confira abaixo), o retorno na segunda é só no turno da manhã e somente para para as turmas de 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental. Na terça, 19, retornam também os alunos das turmas do 4º e 5º anos da manhã.

Já na quarta pela manhã, 20, na parte da tarde, retornam apenas os estudantes dos 6º e 7º. O retorno de todas as turmas acontece apenas a partir da sexta-feira, dia 22.

Ainda no comunicado, a direção do Instituto São José destaca que o retorno às aulas será marcado por medidas de segurança, incluindo detector de metais, acompanhamento intersetorial, incluindo a presença ativa da Polícia Militar Escolar e Comunitária, articulada com outros órgãos de segurança.

Após período de acolhimento e reorganização interna, a retomada das atividades escolares no Instituto São José segue sendo construída de forma gradual, com foco na segurança e no cuidado com estudantes, famílias e servidores. Desde os últimos dias, funcionários da instituição têm participado de atendimentos psicológicos e formações específicas para o retorno ao ambiente escolar, enquanto pais e responsáveis também vêm sendo acompanhados por profissionais da psicologia em reuniões promovidas pela escola.

Segundo informações de pessoas que trabalham na instituição, apenas duas funcionárias pediram desligamento após o atentado ocorrido no último dia 5 de maio, mas nenhuma delas atuava como professora, o que não interfere diretamente na retomada das aulas. A escola também desmentiu informações que circularam nas redes sociais sobre uma suposta saída em massa de profissionais.

De acordo com a gestão, os boatos começaram após informações equivocadas terem sido divulgadas por veículos de comunicação e replicadas nas redes, gerando uma série de fake news que precisaram ser esclarecidas durante reunião realizada nesta quinta-feira com os funcionários da instituição.

Além do acolhimento emocional, para o retorno também foi preciso atuar na recuperação estrutural da escola. O prédio precisou passar por reparos após os disparos efetuados durante o ataque quebrarem vidros e atingirem parte da estrutura, incluindo o elevador da unidade. Durante o momento de pânico, estudantes também quebraram janelas para conseguir sair das salas de aula.

O caso segue sendo acompanhado por órgãos públicos e instituições que integram o Gabinete de Enfrentamento à Violência nas Escolas (GEVESC), criado após o atentado que resultou na morte de duas servidoras e deixou outras pessoas feridas. O grupo atua na articulação entre educação, saúde, segurança pública e rede de proteção social.

O grupo trabalha também na construção de protocolos de prevenção e resposta para situações de violência escolar, incluindo ações voltadas ao combate ao bullying, cyberbullying e monitoramento de fatores de risco dentro e fora do ambiente escolar.

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