
Instalado em um dos prédios mais emblemáticos da história de Xapuri, o Museu do Xapury vive um momento de fortalecimento desde sua revitalização e reabertura ao público. Funcionando no imóvel que durante décadas sediou a Prefeitura Municipal, o espaço tem atraído estudantes, moradores e turistas interessados em conhecer a trajetória da cidade e do Acre.
Com média de aproximadamente 300 visitantes por mês, o museu vem consolidando sua posição como um dos principais equipamentos culturais da região. O prédio, construído em 1927, é considerado um patrimônio histórico e guarda parte importante da memória xapuriense, reunindo fotografias, documentos, objetos e registros ligados à formação do município, ao ciclo da borracha e às lutas sociais que marcaram a história acreana.
Segundo o coordenador do museu, Miterrand Andrade, o espaço tem conseguido cumprir seu papel de preservar o passado e aproximar a população de suas raízes, desde os eventos da Revolução Acreana ao movimento social e ambiental liderado por Chico Mendes.
“O museu voltou a ser um ponto de referência para quem quer conhecer a história de Xapuri. Temos recebido visitantes da própria cidade, estudantes, pesquisadores e turistas que buscam compreender melhor a importância do município para a história do Acre”, destaca.
Além da preservação do acervo, o museu mantém uma rotina de atendimento voltada ao público. Atualmente, o funcionamento ocorre de quarta a sexta-feira, das 9h às 17h, sem interrupção para o almoço, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h. As segundas e terças-feiras são reservadas para serviços internos de manutenção e organização.

Mesmo nos dias em que o espaço permanece fechado para visitação regular, a coordenação procura atender demandas específicas da comunidade.
“Quando alguém precisa realizar uma pesquisa ou fazer uma visita fora do horário habitual, nós buscamos uma forma de atender. Temos uma agente de portaria de plantão e procuramos manter o museu acessível sempre que possível”, explica Miterrand.
O trabalho de acolhimento aos visitantes é realizado por servidores que acompanham as visitas e ajudam a contextualizar os diversos momentos da história retratados no acervo.
Para o atendente Joseny Ferreira, o contato diário com o público demonstra que o interesse pela memória local continua vivo.
“Muitas pessoas entram aqui e descobrem histórias que não conheciam sobre a própria cidade. É muito gratificante perceber o quanto o museu desperta curiosidade e sentimento de pertencimento”, afirma.
Segundo ele, algumas visitas costumam proporcionar alguns dos momentos mais marcantes da rotina do espaço. Uma dessas ocasiões foi com o padre Luís Ceppi, que foi sacerdote durante muitos anos em Xapuri.
“Ele visitou o museu e contou histórias surpreendentes a respeito do que o espaço mostra. Uma experiência por meio da qual a história que a gente conhece ganha outros significados. É um aprendizado que fica na memória”, observa.
Mais do que um espaço de exposição, o Museu do Xapury desempenha um papel importante na preservação da identidade cultural do município. A expectativa da equipe é ampliar cada vez mais a participação da comunidade e estimular novas gerações a conhecerem a trajetória de um dos municípios mais históricos do Acre.








