
A falta de informações oficiais sobre as medidas que serão adotadas após o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari tem aumentado a preocupação entre moradores do Segundo Distrito de Sena Madureira. Sem definições sobre a retirada dos escombros, a construção de uma nova estrutura ou soluções permanentes para a travessia do Rio Iaco, lideranças comunitárias já discutem a possibilidade de promover manifestações para cobrar respostas das autoridades.
Em entrevista exclusiva ao Portal Acre, o líder comunitário Antônio Apolinário, de 57 anos, afirmou que a comunidade aguarda esclarecimentos ainda nesta semana, mas não pretende permanecer inerte diante da falta de informações.
“Sim, procede. Se não passar nenhuma informação pra comunidade vamos fazer uma mobilização. Ninguém dar informação pra comunidade, de braços cruzados não iremos ficar. Vamos aguardar essa semana. Se não houver nenhuma resposta, vamos entrar em ação”, declarou.
A cobrança reflete o sentimento de centenas de moradores dos bairros Niterói, São Francisco e Quintal Florestal, que foram diretamente impactados pela queda da ponte. Desde então, a população passou a depender diariamente das catraias para atravessar o Rio Iaco e manter atividades básicas, como trabalho, estudo, consultas médicas e acesso a serviços públicos.
Entre as principais reivindicações da comunidade está a divulgação de informações claras sobre o planejamento para restabelecer a ligação entre os dois distritos. Os moradores afirmam que ainda não conhecem os prazos para a remoção da estrutura que caiu sobre o rio nem quais medidas serão adotadas para garantir uma solução definitiva para o problema.
Apesar das visitas técnicas e das reuniões realizadas nos últimos dias envolvendo representantes da empresa responsável pela obra e autoridades locais, moradores avaliam que as dúvidas que mais afetam a população continuam sem esclarecimento. A ausência de informações consideradas essenciais tem contribuído para aumentar a apreensão de quem depende diariamente da travessia para manter sua rotina.
Nos bastidores, lideranças comunitárias já discutem possíveis formas de mobilização para chamar a atenção do poder público. Entre as medidas cogitadas está até mesmo o bloqueio da BR-364, caso não haja um posicionamento oficial considerado satisfatório pela comunidade nos próximos dias.
Enquanto aguardam respostas, os moradores do Segundo Distrito seguem enfrentando as dificuldades causadas pela interrupção da principal ligação terrestre com o restante da cidade. A expectativa é de que os órgãos responsáveis apresentem, o quanto antes, informações concretas sobre os próximos passos para restabelecer a mobilidade e garantir mais segurança à população afetada.








