Rio Branco, 10 de junho de 2026.

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Exportações de carne crescem 32% e impulsionam avanço da pecuária acreana em 2026

De janeiro a maio, Acre exportou quase 2,8 mil toneladas de carne bovina – Foto cedida

O setor pecuário do Acre segue apresentando indicadores positivos em 2026, com crescimento simultâneo das exportações de carne bovina e do volume de animais abatidos nos primeiros cinco meses do ano. Os dados constam no Boletim Técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (FAEAC) referente ao mês de maio, divulgado nesta semana.

De janeiro a maio, o Acre exportou 2.760,41 toneladas de carne bovina, um aumento de aproximadamente 32% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 2.091,24 toneladas. O avanço foi ainda mais expressivo em receita: as vendas ao mercado internacional renderam US$ 14,23 milhões neste ano, contra US$ 9,19 milhões nos cinco primeiros meses do ano passado, crescimento superior a 54%.

O avanço das exportações ocorre em um contexto de aumento da atividade nos frigoríficos do estado. Entre janeiro e maio, o Acre registrou o abate de 283.529 bovinos, número 7,22% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando foram abatidas 264.432 cabeças.

Somente no mês de maio, foram abatidos 54.017 animais. Embora o volume represente uma pequena retração de 3,54% em relação a abril, o acumulado do ano mantém trajetória de crescimento, evidenciando o aquecimento da cadeia produtiva da carne bovina no estado.

Outro dado que chama atenção é a predominância de fêmeas nos abates. Elas responderam por 59,8% dos animais abatidos em maio, enquanto os machos representaram 40,2%. A maior concentração dos abates ocorreu em animais com mais de 36 meses de idade, faixa que respondeu por mais da metade do total processado no mês.

Os números reforçam o peso crescente da pecuária na economia acreana. Além do aumento dos embarques internacionais, o setor também registra forte movimentação interna. As saídas interestaduais de bovinos vivos já somam 164 mil cabeças em 2026, crescimento de 18,9% em comparação ao mesmo período de 2025. No mês de maio, as saídas somaram 36.155 cabeças, 2,9% a menos que o mês anterior, quando totalizaram 37.253 cabeças.

Os indicadores de mercado também apontam para um cenário favorável aos produtores. Entre janeiro e junho de 2026, a arroba do boi castrado acumulou valorização de aproximadamente 10,4%, passando de R$ 278 para R$ 307. Apesar da alta registrada no início do ano, os preços permaneceram praticamente estáveis nos últimos dois meses, com pequenas oscilações, sinalizando um período de maior equilíbrio no mercado da carne bovina acreana.

Outro aspecto destacado no boletim é a competitividade regional da pecuária do estado. Levantamento realizado em 5 de junho mostra que os preços da reposição bovina seguem mais elevados em Rondônia em todas as categorias avaliadas. As maiores diferenças foram observadas em animais destinados à recria e à terminação, como os garrotes de 18 meses, o que evidencia uma maior valorização desses animais no mercado rondoniense.

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