
O Fusca Clube Acre resgatou uma comparação fotográfica que evidencia a transformação urbana de Rio Branco ao longo de mais de 50 anos. Utilizando um fusca azul como elemento em comum entre os dois registros, as imagens mostram a evolução de um dos principais corredores viários da capital acreana, a Avenida Ceará, desde a década de 1970 até os dias atuais.
A fotografia mais antiga, registrada nos anos 1970, retrata um período em que a avenida ainda não possuía a estrutura urbana existente atualmente. Na imagem, a via aparece sem pavimentação, tomada pela lama em decorrência das chuvas, cenário que era comum em diversos pontos da cidade naquela época e que dificultava o deslocamento de veículos e pedestres.
No mesmo enquadramento, uma nova fotografia foi produzida na última semana, após a liberação do tráfego no Complexo Viário da Avenida Ceará. O registro revela uma realidade completamente diferente, marcada por pistas duplicadas, viaduto, sinalização horizontal e vertical, calçadas e uma infraestrutura voltada para melhorar a mobilidade urbana em uma das regiões de maior fluxo de Rio Branco.
A iniciativa do Fusca Clube Acre busca destacar, de forma simbólica, a evolução da capital acreana utilizando o mesmo modelo de veículo presente nos dois momentos históricos. O contraste entre as fotografias evidencia não apenas as mudanças na infraestrutura viária, mas também o processo de crescimento e modernização vivido pela cidade ao longo das últimas décadas.
Fundado em 2014, o Fusca Clube Acre reúne colecionadores e admiradores do tradicional modelo da Volkswagen. Além de promover encontros e exposições de veículos antigos, o grupo também realiza ações voltadas à preservação da história automobilística e da memória urbana do estado, utilizando os veículos como parte do patrimônio cultural e afetivo de diferentes gerações.
Ao colocar lado a lado duas fotografias separadas por mais de cinco décadas, o clube oferece um registro histórico que vai além da paixão pelos automóveis. As imagens mostram como Rio Branco se desenvolveu ao longo do tempo e preservam, por meio da fotografia, parte da história da capital acreana.








