
Os cartórios de protesto de Rio Branco movimentaram R$ 920,2 milhões em títulos de dívidas durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram apresentados 76.774 títulos, dos quais 68.503 foram efetivamente processados, o equivalente a 89,23% do total.
As informações constam em levantamento divulgado pela assessoria do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Acre (IEPTB-AC), com base nos dados da Central de Remessa de Arquivos.
Segundo o relatório, 9.422 títulos foram quitados diretamente por meio dos boletos emitidos pelos cartórios, movimentando R$ 26,4 milhões no período. Esses pagamentos ocorreram antes da efetivação do protesto, permitindo a regularização da dívida sem que o nome do devedor fosse protestado.
Além disso, outros 2.059 títulos, que somavam R$ 13,7 milhões, foram retirados durante a tramitação. Nesses casos, a pendência foi resolvida diretamente entre credor e devedor enquanto o boleto permanecia em aberto no cartório.
Apesar das negociações, a maior parte dos documentos processados resultou em protesto por falta de pagamento. Ao todo, 56.877 títulos foram protestados, representando 83,03% dos títulos efetivamente processados e 94,36% do valor total desses documentos. Em termos financeiros, os protestos somaram R$ 729 milhões.
O levantamento também mostra que 1.368 desses protestos foram posteriormente cancelados após a regularização da dívida junto ao credor. Os cancelamentos corresponderam a R$ 17,8 milhões.
De acordo com o IEPTB-AC, o cancelamento ocorre quando o título já foi protestado por falta de pagamento, mas a dívida é posteriormente quitada ou renegociada. Após a resolução do débito, cabe ao devedor comparecer ao cartório para solicitar a efetivação do cancelamento do protesto.
O balanço registra ainda a devolução de 8.271 títulos, que totalizavam R$ 147,5 milhões, além de 133 documentos que permaneciam sem retorno até o encerramento do período analisado.
Os dados abrangem todas as movimentações realizadas pelos cartórios de protesto de Rio Branco entre os dias 1º de janeiro e 30 de junho de 2026 e refletem o fluxo de cobranças extrajudiciais processadas na capital acreana durante o primeiro semestre do ano.







