Rio Branco, 30 de julho de 2026.

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Acre permanece entre os estados com maior pressão por síndrome respiratória mesmo com queda nacional

O Acre continua entre os 12 estados onde a circulação da SRAG permanece elevada – Foto: cedida

Enquanto o Brasil consolida uma tendência de queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o Acre permanece entre os estados que ainda registram níveis elevados da doença. É o que aponta o mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, referente à Semana Epidemiológica 29 (19 a 25 de julho), que mantém o estado no grupo de unidades da federação classificadas com incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco.

De acordo com o levantamento, apenas três estados — Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — apresentam atualmente crescimento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. O Acre já não figura nesse grupo, mas continua entre os 12 estados onde a circulação da SRAG permanece elevada, indicando que a pressão sobre os serviços de saúde ainda está acima do considerado seguro.

A Fiocruz atribui esse cenário, principalmente, às hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e à permanência de casos graves relacionados à Influenza A. O boletim destaca, inclusive, que o período sazonal da Influenza A já terminou em grande parte do país, mas os casos graves continuam elevados no Acre, ao lado de Minas Gerais, Paraná e Roraima.

No panorama nacional, o cenário é mais favorável. O InfoGripe aponta que os casos de SRAG apresentam queda tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, correspondente às três semanas mais recentes. A redução é impulsionada principalmente pela diminuição das internações por VSR e, em algumas regiões, também pela queda das hospitalizações por Influenza A e Influenza B.

Em 2026, o Brasil já contabilizou 125.914 casos de SRAG, dos quais 67.199 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos registrados ao longo do ano, o VSR responde por 41,8%, seguido pelo rinovírus (30%), Influenza A (19,4%), Influenza B (4,9%) e Covid-19 (4,2%). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o VSR ampliou ainda mais sua participação, representando 57,7% das confirmações.

O boletim também mostra que a incidência da SRAG continua sendo mais elevada entre crianças pequenas, sobretudo em decorrência do VSR. Já os idosos concentram a maior mortalidade, tendo a Influenza A como principal agente associado aos óbitos nesse grupo etário.

Outro dado que reforça a necessidade de atenção no Acre é a situação de Rio Branco. A capital acreana aparece entre apenas duas capitais brasileiras com nível de atividade em alerta, risco ou alto risco e crescimento na tendência de longo prazo, ao lado de São Luís (MA). Segundo a Fiocruz, o aumento na capital acreana ocorre principalmente entre crianças de 5 a 14 anos.

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