
O Acre apresenta um cenário de contrastes na segurança pública, segundo a segunda edição do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, divulgada nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Com dados referentes a 2025, o levantamento aponta que o estado registra remunerações acima da média nacional em algumas carreiras, mas convive com déficit de efetivo nas principais corporações e não possui Guarda Civil Municipal.
Na Polícia Civil, a remuneração bruta média é de R$ 13.081,94, a terceira menor do país, atrás apenas de Minas Gerais e Paraíba. O valor fica abaixo da média nacional, de R$ 15.512,52. Entre os delegados, a remuneração média é de R$ 31.040,45, acima da média brasileira para o cargo.
A Polícia Militar registra remuneração bruta média de R$ 9.931,64, enquanto a Perícia Oficial apresenta a maior média entre as forças estaduais, com R$ 25.867,92. A Polícia Penal tem remuneração média de R$ 9.989,68, e o Corpo de Bombeiros Militar, R$ 9.474,41.
O estudo também aponta déficit de pessoal nas duas principais corporações. A Polícia Militar possui 2.375 policiais na ativa, embora existam 4.734 vagas previstas em lei, o que representa ocupação de apenas 50,2% do efetivo autorizado. Já a Polícia Civil conta com 994 servidores, frente a um quadro previsto de 1.750, déficit de 756 policiais.
Segundo o relatório, a Polícia Civil acreana é formada por 809 investigadores, 100 escrivães e 85 delegados.
Apesar da defasagem de efetivo, o Acre aparece acima da média nacional na quantidade de profissionais por habitante. O estado possui 2,7 policiais militares por mil habitantes, enquanto a média brasileira é de 1,9.
Na Polícia Civil, a taxa é de 1,1 policial por mil habitantes, ante média nacional de 0,5. O Corpo de Bombeiros registra 0,8 militar por mil habitantes, índice superior à média nacional de 0,3.
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre possui 680 profissionais ativos e aparece entre os destaques nacionais na participação feminina, com 19,4% de mulheres no efetivo, percentual superior à média brasileira de 15%.
Outro dado destacado pelo estudo é que o Acre, ao lado do Distrito Federal, é a única unidade da federação que não possui Guarda Civil Municipal. O relatório também informa que a Perícia Oficial conta com apenas quatro médicos-legistas para atender todo o estado.







