
O senador Sérgio Petecão (PSD), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (7) que seu mandato no Senado tem como principal missão apoiar os municípios acreanos, especialmente os mais distantes da capital.
Em entrevista ao Portal Acre, durante a sétima noite da Expoacre, ele disse que optou por direcionar recursos às prefeituras por considerar que é nos municípios que as demandas da população se tornam mais urgentes.
Segundo Petecão, a decisão de priorizar as administrações municipais foi tomada ainda durante o primeiro mandato no Senado e tem como objetivo facilitar a chegada de investimentos às comunidades.
“O meu mandato só vale a pena se for para ajudar as pessoas mais simples. E, para ajudar quem mais precisa, você precisa ajudar as prefeituras, porque é no município que as pessoas moram”, disse.
O senador afirmou que as dificuldades enfrentadas pelos municípios do interior reforçaram essa estratégia.
“Às vezes a pessoa mora aqui na Capixaba, no Quinari e reclama. Imagina quem mora em Santa Rosa do Purus ou no Jordão. O braço do Estado não consegue chegar em todo lugar. É aí que entra a força das prefeituras.”
Petecão ressaltou que seu papel é atuar como intermediário entre os municípios e o governo federal, destinando recursos para investimentos locais.
“O recurso não é meu, é do governo federal. Eu sou apenas a ponte para fazer esse recurso chegar aos municípios”, pontuou.
Acessibilidade
Durante a entrevista, o senador também destacou que procura manter a proximidade com a população mesmo após mais de três décadas de vida pública.
“Eu nunca mudei o número do meu telefone. O que adianta ganhar uma eleição e, no outro dia, trocar o telefone? Um dos maiores patrimônios que eu tenho é justamente o meu telefone”, afirmou Petecão acrescentando que muitas vezes as pessoas procuram um representante político apenas para serem ouvidas.
Escala 5×2
Questionado sobre propostas de mudanças na jornada de trabalho, Petecão disse defender o modelo de cinco dias de trabalho por dois de descanso.
“Eu sou empresário e penso que é preciso equilibrar as coisas. A empresa precisa funcionar, mas também é preciso pensar nos colaboradores. Eu acho que cinco por dois é uma boa proposta”, defendeu.
Ao comentar o cenário eleitoral, o senador afirmou acompanhar as pesquisas com cautela e disse acreditar que a disputa começará efetivamente após o início oficial da campanha.
“A eleição só começa no dia 16, ainda nem começou. Eu prefiro ir atrás das pessoas e dos votos. Se eu não olhar pesquisa, sofro menos”, concluiu.








