
O setor de serviços do Acre perdeu força em julho de 2026, depois de registrar dois meses de crescimento expressivo. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada nesta semana, o volume de serviços no estado cresceu 1,1% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, resultado bem abaixo das altas de 14,8% em maio e 21% em junho.
A desaceleração também aparece na evolução do acumulado do ano. Até maio, o volume de serviços acreano ainda apresentava retração de 2,2%. Com o resultado de junho, o indicador passou a registrar alta de 1,6% e, ao final de julho, ficou em 1,5%.
O desempenho do Acre em julho ficou próximo do resultado nacional. No Brasil, o volume de serviços avançou 0,9% frente a julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, porém, o país registra crescimento de 1,9%, contra 1,5% no estado.
Apesar da perda de ritmo no volume de serviços, a receita nominal das empresas do setor continuou apresentando crescimento significativo no Acre.
Em julho, a receita aumentou 8,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de janeiro a julho, a alta chegou a 9,3%, enquanto nos 12 meses encerrados em julho o crescimento foi de 8,6%.
A diferença entre os indicadores é relevante. Enquanto o volume mede a evolução dos serviços efetivamente prestados, a receita nominal também incorpora os efeitos dos preços. Assim, o avanço de 8,9% no faturamento ocorreu em um cenário no qual o volume de serviços cresceu apenas 1,1%.
O resultado de julho também ocorre em um cenário nacional de desaceleração. O volume de serviços brasileiro cresceu 0,9% na comparação anual, após expansão de 2,2% em junho. Ainda assim, o setor mantém uma sequência de resultados positivos: julho representou o 28º avanço consecutivo nessa comparação.








