
A temporada de queimadas no Acre já alcançou unidades de conservação e terras indígenas, enquanto a fumaça também compromete a qualidade do ar em municípios que concentram grande parte dos focos de calor. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram 78 focos registrados dentro de unidades de conservação e outros 29 em terras indígenas entre 1º de janeiro e 13 de setembro de 2026.
No mesmo período, o Acre acumulava 965 focos de calor em todo o território estadual. A situação ganha uma dimensão adicional com os dados do Sistema de Monitoramento Ambiental (Sisam), que apontaram, no domingo (13), Feijó com previsão de 82,36 µg/m³ de PM2,5, classificação indicada pelo sistema como “Muito Ruim”.
Outros municípios acreanos também apresentavam valores elevados: Manoel Urbano: 71,92 µg/m³; Tarauacá: 67,56 µg/m³; Sena Madureira: 57,86 µg/m³; Marechal Thaumaturgo: 45,00 µg/m³; Mâncio Lima: 44,87 µg/m³; e Porto Walter: 42,72 µg/m³.
No ranking apresentado pelo Sisam, seis dos dez locais com maiores concentrações previstas no país eram municípios acreanos.
Feijó também lidera o número de focos de calor no Estado, reforçando a sobreposição entre as áreas de maior ocorrência de queimadas e os locais onde a qualidade do ar apresenta os piores índices previstos. Outro dado relacionado ao município é a presença no ranking nacional das 30 localidades com mais ocorrências de queimadas.
Unidades de Conservação
Entre as unidades de conservação federais, a Reserva Extrativista Chico Mendes concentra a maior parte das ocorrências identificadas pelo INPE. Foram 47 focos, correspondentes a 61% dos 77 focos registrados em unidades federais.
Na sequência aparecem a Resex do Alto Juruá, com 13 focos; o Parque Nacional da Serra do Divisor, com oito; a Resex do Cazumbá-Iracema, com cinco; a Resex Riozinho da Liberdade, com três; e a Floresta Nacional de Santa Rosa do Purus, com um.
Nas unidades de conservação estaduais, o levantamento identificou um foco, na APA Igarapé São Francisco.
No total, portanto, são 78 focos dentro de unidades de conservação no Acre até 13 de setembro.
Terras Indígenas
O levantamento do INPE aponta ainda 29 focos de calor em terras indígenas no período analisado. A maior concentração está na TI Mamoadate, com 12 focos, seguida pela TI Alto Rio Purus, com seis. Juntas, as duas terras indígenas concentram 18 das 29 ocorrências, ou 62,1% do total registrado em territórios indígenas.
Também aparecem no levantamento as terras indígenas Kaxinawá Nova Olinda, Campinas/Katukina, Jaminawa/Envira, Kampa do Igarapé Primavera, Kampa do Rio Amônia, Katukina/Kaxinawá, Kaxinawá da Praia do Carapanã, Kaxinawá do Rio Humaitá, Nukini e Poyanawa.







