Rio Branco, 7 de outubro de 2026.

quem ama vacina

Jorge Viana diz temer avanço de “regime de extrema direita” e cita fascismo

Ex-governador Jorge Viana conversa com lideranças regionais e defende esforço conjunto na disputa presencial do segundo turno – Foto Lucas Dourado

O ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) demonstrou preocupação com o cenário do segundo turno da eleição presidencial e afirmou temer que o país caminhe, em caso de vitória do campo adversário, para o que classificou como um “regime de extrema direita” associado ao fascismo.

Ao comentar seu futuro político após as eleições no Acre, Viana disse que, neste momento, sua prioridade é trabalhar pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista afirmou ter conversado com governadores do Nordeste e lideranças de diferentes regiões sobre a disputa nacional.

“Está tendo um esforço para que o Brasil não caia nas mãos erradas. Eu estou falando sério, é muito sério o que a gente está vivendo. A diferença é abissal, não se trata de dois candidatos. Tem, de um lado, a possibilidade de implantar um regime de extrema direita, um regime que está mais adequado ao que a gente chama e conhece historicamente de fascismo. Isso vai trazer consequências enormes”, declarou.

A classificação representa a avaliação política de Viana sobre a candidatura adversária. Durante a entrevista, ele também comparou os projetos que disputam o segundo turno e defendeu a continuidade do governo Lula.

Segundo o ex-governador, apesar de reconhecer “defeitos” e “falhas” na atual gestão, ele considera que o governo federal possui políticas voltadas à população de baixa renda, além de investimentos em áreas como saúde, educação, habitação e infraestrutura.

Viana também afirmou que pretende percorrer municípios acreanos e conversar com eleitores durante o segundo turno. Para ele, Lula apresenta propostas que considera mais adequadas para o país e para o Acre.

“Eu estou com fé e esperança que o Brasil não experimente cair numa Presidência que despreza a população pobre, que despreza as políticas públicas”, afirmou.

Apesar da defesa pública da candidatura petista, Jorge Viana ressaltou que considera o voto uma decisão pessoal de cada cidadão. Sobre o próprio futuro político, disse que não pretende antecipar decisões antes do encerramento da eleição presidencial e que continuará participando da vida pública com ou sem mandato.

Compartilhe em suas redes

1200X250