
Servidores da saúde municipal de Rio Branco compareceram na Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira, 1, para um ato voltado para a defesa do piso salarial da categoria. Entre os participantes da manifestação, estiveram presentes agentes de saúde, de endemias e em vigilância em zoonoses.
De acordo com o presidente da Associação dos Servidores Municipais de Saúde (Assemurb), José Augusto, a presença na Câmara é em defesa ao piso nacional da categoria, que teve reajuste aprovado em janeiro.
“E até o presente momento o prefeito não repassou e esse reajuste é feito pelo Governo Federal, com recursos e verbas federais e a prefeitura tem que repassar para a categoria, para os agentes de saúde, de endemias e em vigilância em zoonoses também”, declarou.
O piso nacional da categoria foi aprovado em 2022 e estabelece o pagamento de dois salários mínimos. Segundo José Augusto, em janeiro saiu a portaria do Gioverno Federal corrigindo o valor.
“Já foi feito o repasse a partir de janeiro dos dois salários mínimos para o município de Rio Branco. Hoje estamos buscando a correção do piso, porque estamos recebendo um piso de R$ 1.412 e o piso salarial é R$ 1.518, duas vezes, que é dois salários mínimos. E por isso estamos aqui hoje, a prefeitura está nos devendo desde janeiro e queremos atualizar o piso e o retroativo dele, porque em janeiro já tem um novo valor a ser pago pelo Governo Federal”, explicou.
A busca da categoria, conforme o presidente da Assemurb, é a criação e aprovação de um Projeto de Lei (PL) para autorizar a Secretaria de Administração a providenciar a folha e o pagamento do piso.
“Estamos aqui hoje na câmara buscando o apoio dos vereadores, sensibilizando o prefeito a encaminhar o PL que autoriza a pagar o piso e o retroativo também. Então, a categoria está mobilizada, o sindicato está aqui presente para fazer a discussão, fazer os encaminhamentos e a negociação com o município. E demais servidores nós estamos na luta, precisamos do reajuste para todo mundo”, disse.
Além da mobilização, outro ponto que chamou a atenção foi o fato da categoria ter feito um caldo para distribuir para os manifestantes presentes no ato.
“É necessário cozinhar uma canela para poder sensibilizar o prefeito, porque hoje nem a canela está dando para o pessoal fazer o caldo. Isso é feito pelo sindicato, e mais tarde vai ser servido aqui para a turma que está aqui presente”, concluiu.








