
O julgamento do governador do Acre, Gladson Camelí, no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), acontece na próxima quarta-feira, 17, após duas remarcações. Em entrevista recente, o gestor questionou a credibilidade da ministra Nancy Andrighi e alegou que o adiamento da pauta era uma evidência de um processo feito de maneira irregular.
“A prova de que a ministra está errada e que poderia ter juntado os RIFs (Relatório de Inteligência Financeira) e que não o fez, por motivos que não me interessam, é a ação do Supremo Tribunal Federal, que mostrou que estava irregular. Isso é a prova. Sempre disse isso e vou repetir, se tem uma pessoa que está tranquila, essa pessoa sou eu, confio na justiça e na minha defesa”, disse Camelí.
Gladson ressaltou que não existe defesa sem acesso aos autos. “Como que eu posso me defender sem acesso? Qual é o mistério disso? Como eu posso me defender de uma situação que criaram, uma irregularidade sem autorização? Investigaram minha ex-mulher, meu filho, sem autorização da justiça. E querem que eu dê credibilidade? Quem tem que responder a essa credibilidade não sou eu, é a ministra Nancy”, pontuou.
A ação contra Gladson Camelí investiga fraudes em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, acusações de corrupção passiva e formação de organização criminosa.
Desde o início do processo, o governador declara que é inocente de todas as acusações.
Marcado para a quarta-feira da próxima semana, dia 17, a defesa do governador trabalha com a expectativa de um novo adiamento, desta vez, para o mês de fevereiro de 2026.







