Rio Branco, 2 de maio de 2026.

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Servidora pública denuncia negligência médica após marido ter apendicite estourada ignorada em Rio Branco

Denúncia foi feita por Ádria nas redes sociais – Foto: reprodução

A servidora pública Ádria Tavares denunciou neste domingo, 25, em um vídeo, que seu marido, Macileudo Lima, foi vítima de negligência médica após ter diversos diagnósticos errados e ter apendicite estourada ignorada por médicos na capital acreana.

Conforme o relato de Ádria, seu marido começou a apresentar sintomas parecidos com os mesmos de uma virose, como falta de apetite, náusea, vômito, dor abdominal, diarreia, febre e fadiga. Porém, no dia seguinte, as dores de Macileudo ficaram mais intensas, principalmente na região do abdômen.

“E essa dor irradiou para os órgãos genitais e imediatamente liguei para o meu sogro levar ele para a UPA. Lá a médica ficou mais ou menos um metro de distância dele, não fez exame clínico, não apalpou a barriga dele. A princípio, ela suspeitou de uma infecção urinária e pediu exames de sangue. No exame de sangue, foi atestado que ele estava com infecção, porque os leucócitos estavam alterados, e no exame de urina não deu nada. Ele saiu de lá da UPA com esse diagnóstico, já no domingo de manhã, e a médica prescreveu o antibiótico para ele tomar em casa. A médica liberou ele para casa”, relatou.

Segundo Ádria, em casa ela notou que seu marido estava andando com bastante dificuldade e que apresentava palidez. “Vi que aquilo não estava certo, que aquele diagnóstico não era de infecção urinária e resolvi levar ele ao Pronto Socorro. Chegando lá, logo foi chamado para a pré-consulta, onde a enfermeira viu que ele estava sentindo muita dor, que estava com febre e calafrios, e colocou uma prioridade para ele”, disse.

De acordo com a servidora pública, a consulta com a médica também foi rápida, porém a profissional não teria realizado o exame clínico, nem o teste físico, como apalpar a barriga, e não teria nem chegado a se aproximar do seu marido.

“Eu falei que estávamos suspeitando de apendicite e ela falou que poderia ser, mas que precisava passar os exames de sangue. Questionei porque ele já tinha feito o exame de sangue na UPA. A médica falou que ele estava realmente com infecção, pois eu mostrei o exame que foi feito na UPA, mas que precisava dos novos exames. E eu questionei se não era melhor passar logo um exame de imagem, já que ele estava com infecção. E ela insistiu no exame de sangue”, detalhou.

Cerca de 6 horas depois, o exame ficou pronto. Porém, segundo Ádria, quando foram mostrar os resultados, a médica já não era mais a mesma que tinha realizado o atendimento.

“Quem estava era um médico. Por sinal, estava atendendo sozinho. Só tinha um médico atendendo às novas consultas e os pacientes que estavam vindo do retorno. O médico foi super atencioso, mandou ele deitar na maca, apalpou a barriga dele, fez o exame clínico e também desconfiou de apendicite, porque falei que estávamos suspeitando devido aos sintomas”, contou.

O novo profissional que estava acompanhando o marido de Ádria pediu uma tomografia do abdômen para comprovar a possível apendicite. “Como meu marido tinha comido por volta das 7h, ele tinha que ficar em jejum até meia-noite e meia. Após o jejum, ele fez a tomografia e esperamos mais umas 5 horas para mostrar o exame. Infelizmente, o médico que passou a tomografia saiu para o repouso e entrou uma nova médica”, descreveu.

Com a nova troca de profissionais, Ádria conta que seu esposo recebeu mais um diagnóstico errado. De acordo com a servidora pública, a médica que analisou a tomografia de Macileudo afirmou que ele estava com muitos gases e que não havia sinal de apendicite.

“A médica pediu para o meu marido continuar tomando a medicação que foi prescrista na UPA e, para aliviar as dores abdominais, ela prescreveu dexametasona e diclofenaco para ele tomar injetável. Já para casa, passou somente a simeticona. Após tomar as medicações e os anti-inflamatórios injetáveis, a médica o liberou para casa. Mas eu continuava na dúvida, não saí de lá satisfeita com esse diagnóstico, porque sabia que alguma coisa de errado estava acontecendo, pelos sintomas, pelas características”, afirmou.

Com esta certeza em mente, Ádria buscou então um profissional da rede particular para fazer uma nova avaliação em seu marido.

“Esse médico avaliou, fez um abdominal total e viu que o estômago dele estava sem movimentação, estava paralisado. E, então, pediu uma nova tomografia, exame de sangue e a endoscopia. No dia seguinte, nós retornamos para essa clínica particular com um especialista, um gastro, que avaliou o exame de sangue e falou que continuava alterado, que os leucócitos continuavam altos. Na consulta com o cirurgião, nós contamos desde o início como que começou os sintomas, há quantos dias ele estava se sentindo assim”, explicou.

Na conversa com o médico cirurgião, Ádria mostrou os exames de sangue e a tomografia do seu marido. Em seu relato, a servidora detalha que o profissional afirmou que a infecção estava bem alta e que a tomografia mostrava que o quadro de Macileudo era grave.

“O médico explicou que a apendicite tem quatro estágios, se eu não me engano, e que provavelmente estava no último estágio. A cirurgia foi muito delicada, havia muito pus, muitas fezes, uma parte do intestino do meu marido já estava necrosada e, por conta disso, o médico precisou colocar um dreno”, detalhou Ádria sobre o quadro de seu marido após receber o diagnóstico correto.

A servidora pública acrescentou também. “Hoje, após a cirurgia, meu marido já caminhou, ainda estava com dificuldade para se alimentar, mas eu acredito que Deus já fez um milagre na vida dele, porque o médico falou que não sabe como ele aguentou, como suportou, porque o apêndice já tinha estourado, já tinha feito um estrago muito grande no intestino dele e, com base nos sintomas clínicos, a médica que o atendeu por último no Pronto Socorro poderia ter encaminhado para o cirurgião, para um especialista, para avaliar a situação, para avaliar a tomografia, já que ela se mostrou inexperiente e não teve um olhar técnico para avaliar o exame”, complementou.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) foi procurada, mas, até o momento, não se posiciou. O espaço segue à disposição.

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