Rio Branco, 17 de abril de 2026.

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Racismo, preconceito e discriminação: saiba quais as diferenças e porque termos ainda são confundidos

Você sabe qual a diferença entre racismo, preconceito e discriminação? A página “Descolonize”, administrada pela mestranda em Relações Étnico-Raciais, Maria Gabriela Verediano é voltada para conteúdo sobre educação e cultura negra no Instagram, e explica porque muitas pessoas confundem esses termos, que aparecem frequentemente no debate político.

“Esses termos aparecem muito no debate político, nas escolas e nas redes, mas têm significados diferentes. Entender essas diferenças é fundamental para reconhecer violências, sair do senso comum e qualificar o debate sobre justiça racial no nosso cotidiano”, diz.

O que é racismo?

A publicação explica que racismo funciona como uma estrutura de poder baseada na ideia de segregação racial. Especialmente nas Américas, nessa lógica, pessoas brancas seriam vistas como uma “raça” superior, enquanto outras, inferiores:

“Esse poder pode assumir a forma de ações, práticas, crenças sociais ou sistemas políticos que consideram que diferentes ‘raças’ devem ser classificadas como superiores ou inferiores”, explica a postagem.

O racismo não acontece apenas em atos de violência, mas cria todo um sistema em que alguns são beneficiados socialmente em detrimento de outros. Como caso real, a mestranda traz o exemplo do jovem Danilo Félix, um homem negro que passou 55 dias preso em Nitério (RJ), por um crime que não cometeu, o rapaz teria sido acusado por reconhecimento facial.

Em contrapartida, a jovem Alicia Dudy Mullher Veiga, estudante branca de medicina da Universidade de São Paulo (USP), foi condenada por desviar quase R$ 1 milhão da festa de formatura, e ainda assim, em 2025, conseguiu registro como médica.

A página “Descolonize”, explica ainda que o racismo opera em diversas instituições, como educação, saúde, justiça, segurança e até setores privados. Como os exemplos mostrados acima.

“No Brasil, em relação aos negros e indígenas, o racismo estrutural se perpetua desde os tempos da escravidão, no início do século XVI. A imposição da cultura dos colonizadores portugueses, o massacre da população indígena e a ausência de direitos aos negros após a abolição da escravatura, deixou a herança de uma visão racista na sociedade”, explica nas redes sociais.

É importante lembrar que racismo é um crime inafiançável e imprescritível no Brasil, com pena de reclusão de dois a cinco anos. Atos como esse podem ser denunciados pelo Disque 100 ou em delegacias.

Afinal, o que é preconceito e discriminação?

Maria Gabriela Verediano explica que quando se critica apenas aspectos como gênero, nacionalidade, status social, orientação sexual ou afiliação religiosa de alguém, isso é preconceito:

“Achar que todo político é ladrão, todo pastor é usurpador da fé alheia ou que todo branco é uma pessoa ruim é um preconceito. O preconceito por si mesmo não pode ser levado à justiça. Desde que ele se mantenha no âmbito da crença pessoal da pessoa, e não se torne uma atitude pública discriminatória”, explica.

No caso da discriminação, a postagem caracteriza que um comportamento ou ação pode ter como motivação o preconceito. A discriminação é a ação, que segrega exclui, afasta e impõem comportamentos injustos e negativos contra pessoas ou um grupo de pessoas.

“Como a discriminação é a ação em si, uma pessoa pode ser preconceituosa e racista, mas não agir de acordo com suas opinões. Ou seja, não efetua de fato ações de criminação”, finaliza.

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