
O Acre contabilizou 1.186 afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais ao longo de 2025. Os dados são do Ministério da Previdência Social, com base nas concessões de benefícios por incapacidade temporária concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os números refletem uma tendência nacional de crescimento nos afastamentos relacionados à saúde mental. Em todo o Brasil, foram registrados 546.254 benefícios concedidos por transtornos mentais em 2025, um aumento de 15,66% em comparação com 2024, quando o país contabilizou 472.328 casos.
Entre os principais diagnósticos que motivaram os afastamentos estão transtornos ansiosos, episódios depressivos, transtorno depressivo recorrente, transtorno afetivo bipolar, além de reações ao estresse e transtornos de adaptação. Os registros seguem a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), utilizada como referência para concessão dos benefícios.
Os dados consideram os trabalhadores que precisaram se afastar por mais de 15 dias das atividades laborais, período a partir do qual o benefício passa a ser pago pelo INSS. Especialistas apontam que fatores como pressão no ambiente de trabalho, insegurança financeira, sobrecarga emocional e impactos pós-pandemia contribuem para o aumento dos casos.
O crescimento dos afastamentos por transtornos mentais acende um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à saúde mental, tanto na prevenção quanto no acompanhamento psicológico dos trabalhadores.
No Acre, os números reforçam a importância do debate sobre condições de trabalho e acesso a tratamento especializado, especialmente diante do aumento constante dos casos em todo o país.








