
Medicamento pode retardar o esvaziamento do estômago e aumentar risco de broncoaspiração durante procedimentos eletivos
Um alerta publicado nas redes sociais pelo médico José Ricarte, um dos principais cirurgiões do Acre, chamou a atenção para um risco pouco conhecido por pacientes que utilizam medicamentos como Mounjaro e Ozempic.
Segundo storys publicado nas redes sociais do profissional, uma cirurgia eletiva precisou ser suspensa devido ao uso do Mounjaro no período pré-operatório, após avaliação da equipe de anestesia.
De acordo com as orientações compartilhadas pelo médico, esses medicamentos, utilizados principalmente para tratamento do diabetes tipo 2 e também para emagrecimento, provocam retardo no esvaziamento gástrico, ou seja, o estômago demora mais tempo para esvaziar.
Por que isso é um risco?

Durante a anestesia geral, o paciente perde reflexos protetores, como o de tosse e de deglutição. Caso ainda haja resíduo alimentar no estômago, há risco de:
• Regurgitação
• Broncoaspiração (quando conteúdo do estômago vai para os pulmões)
• Complicações respiratórias graves
O alerta reforça que, mesmo com oito horas de jejum, o estômago pode não estar completamente vazio em pacientes que utilizam esses medicamentos, aumentando o risco durante o procedimento cirúrgico.
Orientação pré-operatória
Segundo orientação de anestesistas destacada na publicação, a recomendação é:
• Suspender Mounjaro ou Ozempic entre 15 e 21 dias antes de cirurgias com anestesia geral
A medida visa reduzir o risco de regurgitação e broncoaspiração.
Em casos de cirurgia de urgência, a conduta deve ser avaliada individualmente pela equipe médica.
O médico reforça que a segurança do paciente deve vir em primeiro lugar.








