Em meio à crise envolvendo a rede de clínicas capilares Stanley Hair, uma nova denúncia amplia o número de polêmicas envolvendo o médico acreano, Stanley Bittar. Desta vez, o caso envolve o suposto uso indevido de uma técnica de transplante capilar registrada por outro profissional da área.

O médico Aires Luiz da Silva, de Cuiabá (MT), denunciou ao Portal Acre que teve sua marca utilizada sem autorização pelo empresário acreano Stanley Bittar em divulgações relacionadas à rede de clínicas.
Segundo ele, a situação só foi interrompida após a adoção de medidas legais.
Entenda o caso
De acordo com o médico, a técnica desenvolvida por ele, chamada “Fuemax”, possui registro formal junto a órgão de propriedade intelectual em Brasília, o que garante exclusividade de uso da marca.
Ainda assim, ele relata que identificou o uso da nomenclatura em publicações feitas por Stanley Bittar, com pequenas alterações na grafia.
“Ele colocou apenas uma letra na frente, mas isso não muda nada. É como alterar uma marca conhecida, continua sendo uso indevido”, afirmou.

O médico também relatou que, antes do episódio, o empresário acompanhava seu trabalho nas redes sociais e chegou a interagir com publicações.
Publicações nas redes sociais
Em postagens nas redes sociais do dia 15 de novembro de 2025, é possível identificar conteúdos em que a marca aparece sendo divulgada com pequenas variações no nome original.
Nas imagens, o empresário promove procedimentos capilares utilizando a nomenclatura semelhante à técnica registrada, mantendo a mesma estrutura do nome.
Medidas jurídicas
Diante da situação, o profissional afirma que acionou um escritório de advocacia especializado em propriedade intelectual para adoção de medidas legais.

Documentos obtidos pela reportagem mostram a formalização de contrato com advogados com atuação na área, incluindo acompanhamento administrativo junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e atuação judicial e extrajudicial.
Segundo o médico, foi realizada notificação extrajudicial para que o uso da marca fosse interrompido.
“Foi preciso acionar juridicamente para que ele parasse de usar. Não foi algo espontâneo”, afirmou.
Após a medida, o uso da nomenclatura deixou de aparecer nas divulgações.
Crise na rede Stanley Hair
A denúncia surge em meio a uma série de problemas envolvendo a Stanley Hair, que já acumula relatos de pacientes, médicos e funcionários em diferentes estados do país.
Entre as denúncias já divulgadas estão a de pacientes que afirmam não ter realizado procedimentos mesmo após pagamentos, profissionais da saúde que relatam falta de pagamento e conflitos na gestão das unidades e acusações de coação.
O caso ganhou repercussão nacional após a reportagem do Portal Acre e com novos relatos de prejuízos e irregularidades.
Disputa e versões
A crise envolve uma disputa entre Stanley Bittar e a empresa Elo Vitae, responsável pela gestão de unidades da rede.
Enquanto a arrendatária afirma ter assumido clínicas com problemas estruturais e financeiros, o empresário sustenta que a empresa estaria utilizando a marca Stanley Hair de forma indevida.
No caso específico da técnica “Fuemax”, o médico reforça que possui registro oficial e considera a situação uma violação de propriedade intelectual.
A reportagem do Portal Acre reitera que segue com espaço aberto para manifestação da Stanley Hair ou do médico Stanley Bittar.








