Rio Branco, 27 de julho de 2026.

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Sindepac reforça: fiscalização deve atingir toda a cadeia e não apenas os postos

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), Delano Silva, informou que defende a ampliação da fiscalização em toda a cadeia de combustíveis como forma de esclarecer a alta dos preços ao consumidor.

Segundo Delano, é fundamental que a apuração vá além dos postos e alcance desde a origem do produto até a venda final. Ele destacou que é necessário haver uma fiscalização “do poço ao posto”, garantindo maior transparência. Delano defende que a população precisa entender que o dono do posto de gasolina não é o responsável pelos aumentos.

Foto: Cedida

O presidente afirmou que há uma tentativa equivocada de responsabilizar apenas os revendedores pelo aumento nos preços. Para o presidente, o debate precisa ser mais transparente e envolver todos os elos da cadeia produtiva. Delano destacou que o governo precisa parar de buscar culpados isolados e ser claro com a população sobre a formação dos preços.

Delano Lima também informou que mudanças na política de comercialização da Petrobras têm influenciado diretamente os valores praticados. Segundo ele, a estatal teria alterado sua forma de venda, impactando as distribuidoras e, consequentemente, o preço final ao consumidor. Ele ressaltou que o cenário atual é complexo e marcado por instabilidade no mercado internacional de energia.

O presidente ainda lembrou do contexto geopolítico, afirmando que os conflitos no Oriente Médio, especialmente a guerra no Irã, trazem reflexos inevitáveis no mercado de combustíveis. Delano explicou que essas tensões internacionais afetam diretamente o preço do petróleo e acabam chegando ao consumidor final, sendo fatores externos fora do controle dos revendedores.

Por fim, Delano Silva reforçou que é necessária uma fiscalização mais ampla, incluindo as distribuidoras, para garantir maior transparência na formação dos preços. Ele afirmou que não adianta fiscalizar apenas a ponta ou colocar o posto contra a população, sendo essencial acompanhar toda a cadeia produtiva para que a sociedade compreenda onde realmente está o problema.

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