
Um aluno de 11 anos da Escola Estadual Doutor Mário de Oliveira, em Rio Branco, foi abordado após ser visto portando dois simulacros de arma de fogo e ameaçando outros estudantes nesta segunda-feira, 18. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e da coordenação da escola.
A situação foi identificada durante uma visita da equipe do Policiamento Comunitário Charlie à escola, dentro das atividades da Operação Escola Segura. Enquanto conversavam com servidores da instituição, os policiais receberam informações de que o aluno estaria intimidando outros estudantes utilizando um objeto semelhante a uma arma de fogo no horário de entrada das aulas.
Durante a apuração, a equipe encontrou um simulacro menor em posse do estudante. Conforme consta no boletim de ocorrência, o próprio aluno dizia que o objeto representava uma pistola calibre .380. O item havia sido produzido com materiais recicláveis, incluindo papelão, alumínio e fita isolante.
Os policiais também tiveram acesso a um segundo simulacro, descrito pelo estudante como sendo uma espingarda calibre 12. Segundo o relato registrado na ocorrência, o objeto teria sido confeccionado utilizando uma pistola de máquina lavadora de alta pressão adaptada com um cabo.
O estudante também afirmou aos militares que levou o simulacro para a escola dizendo que “iria matar todos os alunos”, alegando ser alvo de bullying por parte de colegas. A coordenação informou à Polícia Militar que outros estudantes demonstravam receio em relação ao comportamento do aluno.
Após os procedimentos iniciais na escola, o aspirante a oficial PM Thiago foi acionado para acompanhar a ocorrência. Em seguida, o Conselho Tutelar determinou que o estudante fosse apresentado na sede do 4º Conselho Tutelar, na região central da capital.
No local, o conselheiro Reginaldo iniciou as medidas para localizar a responsável pelo aluno. Os simulacros apreendidos foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
Segundo a coordenação da escola, o estudante possui laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora o documento não tenha sido apresentado aos policiais no momento do atendimento.







