
Após sucessivos adiamentos desde setembro de 2025, a Vara Criminal de Senador Guiomard retomou nesta quinta-feira, 28, a audiência de instrução do processo que apura a morte da enfermeira Gessica Melo de Oliveira, de 32 anos, morta em dezembro de 2023 durante uma perseguição policial na BR-317.
Os réus, os policiais militares Cleonizio Marques Vilas Boas e Gleyson Costa de Souza, ambos do Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), respondem por homicídio qualificado e fraude processual. A sessão foi conduzida pelo juiz Romário Divino Faria, com atuação do promotor Fernando Régis Cembranel.
A defesa dos agentes arrolou 21 testemunhas. A maior parte foi ouvida, com exceção de algumas que não compareceram – entre elas, o perito Patrício Eduardo Llanos Cerda, contratado como assistente técnico da defesa.
De acordo com informações apuradas nos autos, o perito apresentou atestado médico por ter passado por cirurgia recente da vesícula, além de ter informado que também não poderia participar por videoconferência. Diante da ausência justificada, o juiz determinou a redesignação da audiência exclusivamente para a oitiva do perito.
“As demais testemunhas já foram ouvidas. Faltava apenas ele. Agora vamos aguardar a nova data para encerramento da instrução e prosseguimento do processo”, afirmou uma fonte ligada à acusação.
Com a conclusão da oitiva do perito, o processo deverá seguir para alegações finais, fase que antecede a decisão de pronúncia dos réus ao Tribunal do Júri.

A defesa dos policiais sustenta que os réus agiram dentro dos protocolos de segurança e que a arma encontrada no local pertencia à vítima. Já a acusação aponta que a arma foi plantada na cena do crime, após a morte da enfermeira, e que os laudos balísticos e genéticos comprovam a autoria dos disparos.
A nova data da audiência ainda será definida pela Vara Criminal de Senador Guiomard.








